Mundial Futsal 2020 | Pontos fortes e fracos das candidatas, por Valerio Scalabrelli



Amanhã a FIFA decide que país organizará o IX Mundial de Futsal. Refira-se que a Europa não é sede desde o Espanha 1996.
Valerio Scalabrelli, é treinador, analista e repórter e escreveu uma análise acerca das probabilidades de Lituânia, Japão, Irão e Nova Zelândia poderem acolher e sediar o próximo Mundial de Futsal. 


 - Lituânia

Ponto Forte - Surpreendente, certo? Não exatamente. No dia 29 de Janeiro, havia mais de 4000 adeptos em Vilnius nas bancadas para assistir ao jogo de preparação contra a França. Presente neste jogo estava o Presidente da UEFA Ceferin, Os adeptos europeus representam um fator a não ser subestimado.

Ponto Fraco - A Lituânia nunca participou num Mundial de Futsal nem de um campeonato da Europa. Mesmo que o Vytis tenha "chocado" o continente ao classificar-se para a Ronda Principal da UEFA Futsal Champions League, serão provavelmente  um anão entre os gigantes. Obviamente, que esperam tornar-se num Davi entre os Golias.




- Japão

Ponto Forte - A terra do sol nascente, de acordo com muitos, é o mais sério candidato mais a sediar a competição global. A sua estabilidade económica e eficiência industrial/tecnológica gera esperanças em trazer o evento para o próximo nível.

Ponto Franco - Estranho dizer, mas a F. League caiu em comparação com o passado, especialmente em Nagoya, casa da equipa mais vencedora do Japão, Nagoya Oceans. A capacidade na promoção de grandes eventos será crucial para obter mais e mais fãs de volta para fazer parte do show.




- Irão

Ponto Forte - Uma das mais sensacionais seleções do mundo, sempre tratada com respeito por muitos. Quase impecável a sua gestão desportiva, a Liga Nacional está repleta de ídolos locais e as arenas estão cheias de fãs. O que falta?

Ponto Fraco - Mulheres, pois claro! O calcanhar de aquiles é precisamente a proibição existente para as mulheres em participar nos jogos. Quem sabe, talvez as coisas mudem em breve, ou a FIFA vai fechar os olhos. Todos estão a empurrar para que exista igualdade de gênero.




- Nova Zelândia

Ponto Forte - A Oceania não é somente as Ilhas Salomão no que ao futsal diz respeito. A Nova Zelândia visa tornar-se um modelo como um país em desenvolvimento no Futsal. O jogo explodiu para os adolescentes como o segundo maior desporto jogado no país (+ 7,6% atrás de basquete).

Ponto Fraco - Estão no início de um processo de construção da cultura do futsal. O reconhecimento internacional ainda é baixo, não há grandes instalações na área de Canterbury e sua geográfica/fuso horário não vai ajudar a alcançar o público europeu-africano.



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