São Guitta decisivo num recital de eficácia



Portugal chegava a este jogo com uma imagem a limpar depois de sair derrotado na passada 4ª feira por uns expressivos 1-6 no Pavilhão João Rocha.

Desta vez no Pavilhão da Luz, os atuais campeões da Europa tentavam um triunfo inédito contra a seleção canarinha, uma vez que nos 21 encontros já realizados conseguiram apenas 4 empates e 17 derrotas.

Marquinhos Xavier repetia todo o 5 inicial do encontro no João Rocha com o guarda-redes leonino Guitta a juntar-se ao quarteto do Barcelona Arthur, Dyego, Leo Santana e Ferrão.

Já Jorge Braz apresentava duas alterações, com Vítor Hugo e André Coelho a serem substituídos por Bebé e João Matos que se juntaram assim a Ricardinho, Fábio Cecílio e a Bruno Coelho que atingiu as 100 internacionalizações neste jogo.

Antes do apito inicial houve ainda espaço para um minuto de silencio em memória das vitimas na tragédia na Barragem de Burmadinho respeitado tanto por todos os integrantes das equipas e equipas técnicas, como pelos 2191 adeptos presentes no pavilhão.

Portugal entrou mais destemido que no último encontro, mas ainda assim sem grandes capacidades para transpor a pressão alta e forte da seleção brasileira, sendo mesmo a baliza de Bebé a mais ameaçada desde o início.

O jogo foi tendo algumas críticas ao conjunto de arbitragem pelo excesso de zelo, algo que fez com que Portugal e Brasil atingissem as 4 faltas bem cedo, antes mesmo de aos 9 minutos Pito inaugurar o marcador. Acabado de entrar o jogador do Sporting, Dieguinho, encontrou o compatriota solto no meio e isolou então Pito que no cara a cara com Bebé rematou colocado ao angulo superior direito ficando assim o experiente guarda-redes português sem hipótese de impedir esse primeiro tento.

Aos 13 minutos numa altura em que Portugal estava já por cima do encontro, o Brasil atingiu a 6ª falta, colocando Ricardinho na marca dos 10 metros contra Roncaglio, que tinha entrado para este lance naquela que era a sua primeira aparição nestes dois encontros mas que terminou da melhor maneira para o guarda-redes do Benfica que com a cara evitava o empate.

Portugal manteve-se ainda assim por cima, com Guitta a ser forçado a algumas intervenções de alto nível, e numa altura em que já se justificava outro resultado e Portugal merecia no mínimo um empate, foi mesmo o Brasil a dilatar a vantagem por Leo Santana. Aos 18 minutos o internacional brasileiro saiu em velocidade para uma rápida transição defensiva, e depois dum remate forte defendido por Bebé, encotrou o guarda-redes em desiquilibrio e na recarga colocou-a ao primeiro poste, fazendo assim o 0-2 com que o jogo chegava ao intervalo.

Voltou a entrar bem Portugal na segunda parte mas, num duelo entre João Matos e Guitta logo nos primeiros minutos foi Guitta quem levou a melhor.

O tempo passava e nada mudava, Portugal ttentava de todas as formas, Erick, Ricardinho, Márcio ou até Tunha tiveram grandes oportunidades para marcar mas os remates tinham todos o mesmo destino, as mão de Guitta, e quando não era o guarda-redes estava sempre alguém, como num livre de Ricardinho a servir Tiago Brito que, com Guitta fora do lance viu Dyego a impedir o golo português.

Tal como na primeira parte já tinha sucedido, vingou a velha máxima, quem não marca sofre, e numa rápida transição a bola é colocada no segundo poste com Ferrão a aparecer e encostar para o 3-0.

Portugal ainda assim não se deu por vencido, e quando o Brasil tentava crescer na partida, Tiago Brito vestiu a camisola de guarda-redes e Portugal partiu então com a estratégia de guarda-redes avançado.

Pouco mudou, as bolas continuavam com o mesmo destino e Guitta esteve até perto do 4-0, que chegaria a aproximadamente 3 minutos do fim num livre de 10 metros de Rodrigo, a castigar a 6ª falta portuguesa cometida por Erick.

Daí para a frente o jogo ficou mais dividido, e depois de um maior controlo inicial do Brasil, Portugal voltou a tentar mas não conseguiu alterar o resultado até ao final com Guitta a ficar perto de colocar a cereja no topo do seu bolo quando a 3 segundo do fim colocou a bola alguns centímetros acima da barra.

Portugal volta assim a cair frente ao Brasil, aumentando assim para 18 o registo de derrotas nos 22 encontros disputados mas desta vez com uma exibição muito mais positiva onde apenas ficou um alerta quanto à falta de capacidade ou qualidade no momento da finalização.

Veja aqui a Ficha e o Resumo do encontro


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