Duelo de titãs em Madrid
Após o 2-2 em Cáceres, novo duelo no WiZink Center entre duas equipas que acumulam sete Mundiais.
"Este é o melhor jogo que pode ser visto no planeta do futsal", os protagonistas concordam que hoje se encontram no WiZink Center, em Madrid, num duelo que resume um pouco a história deste desporto. A Espanha, bicampeã mundial e o Brasil, cinco vezes campeão do Mundo enfrentam-se num novo capítulo de sua rivalidade histórica com o objetivo de levar o chamado Desafio Mundial a este jogo. Após o 2-2 de Cáceres, tudo será decidido numa partida em que ambos terão um objetivo em comum: encher o WiZink Center. Ontem, cerca de 9.500 dos cerca de 12.000 ingressos disponíveis já tinham sido vendidos.
"O melhor cenário possível" disse o capitão espanhol, Carlos Ortiz, confirmando que o que está em jogo não tem "nada de amistoso". Com o Campeonato do Mundo 2020 no horizonte, a partido tem uma componente moral, como Ferrão, explica: " Somos um grande bloco que visa retornar ao Brasil ao topo depois de ter falhado a conquista da última Copa do Mundo. Em jogos como este, devemos mostrar que estamos no caminho certo".
Um encontro entre duas equipes que "sempre aspiram a outra dimensão", como diz o técnico brasileiro Marquinhos Xavier. Da Espanha, Fede Vidal, que assumiu o cargo em julho passado, disse que é claro que "ya no se puede tirar del tópico que dice que Brasil son individualidades y España, orden y bloque, porque esta Selección tiene a algunos de los mejores jugadores del mundo y la brasileña, como vimos en Cáceres, es capaz de ser un equipo muy unido". Serão os pequenos detalhes que decidiram este desafio.
Madri recebe o 'clássico mundial' 34 anos depois
No domingo, 27 de outubro de 1985, o Palácio dos Desportes de Madrid foi preenchido para ver o jogo que será disputado hoje na capital. Espanha e Brasil enfrentaram-se na final do Mundial organizada pela Federação Internacional de Futebol de Salão (FIFUSA). Era a segunda edição e, como na primeira realizada no Brasil três anos antes, os sul-americanos, diante de um Palácio cheio com mais de 10 mil espectadores, como as crônicas da época contam, levaram o título por 1-3 numa partida que disputou o atual presidente da Liga Nacional de Futsal, Javier Lozano.
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