Jovem atleta supera paralisia cerebral através do futsal em Manaus
Com a ajuda da prática desportiva na escolinha do Rio Negro, Lucas Ryan, de 12 anos, recuperou os movimentos do corpo e hoje consegue levar uma vida normal.
O futsal mudou a vida de Lucas Ryan 12 anos . Nascido prematuro aos sete meses, teve sequelas e desenvolveu uma paralisia cerebral de grau leve, que limitou os movimentos de todos os membros do corpo. Mas a persistência e o apoio da avó, Roberlane de Souza, aliados à prática desportiva deu a Lucas a chance de superar a doença e ter uma vida normal, escreve o jornal de Manaus.
“Nós fomos pro ortopedista primeiro e foi aí que ele liberou pra ele começar a praticar exercícios físicos, principalmente alongamento que ele precisa. E o primo dele, Christian, convidou o Lucas pra ir jogar bola, mas ainda era difícil pra ele e no final do ano retrasado nós resolvemos colocar ele na escolinha de futsal do Rio Negro e foi aí que tudo mudou”, relatou a avó, Roberlane de Souza.
Depois de um no ginásio “Aristophano Antony”, situado na sede do Rio Negro, a melhoria na condição física tornou-se visível, deixando os colegas da escolinha e a avó bastante emocionados. “Eu tô muito contente, tô feliz de ver o desenvolvimento dele, de ter crescido, de poder correr agora, de ter recuperado os movimentos do corpo. Isso aqui foi muito importante na vida do Lucas”, disse.
Para Lucas Ryan, jogar à bola com os amigos é um sonho tornado realizade. O jovem atleta, que integra os sub-13 de futsal do Rio Negro, comentou a mudança de vida. “Antes eu sentia tremer minha perna, ficava mole, tinha dificuldade pra jogar bola na rua, mas o meu sonho começou aqui, aqui começou minha vida”, disse.
O professor da escolinha de futsal Yan Duarte falou que a evolução de Lucas ajudou na parte emocional do atleta. “Hoje em dia a gente vê que ele melhorou não só a questão física, mas emocional também. E hoje ele tem gosto pelo esporte. A gente vê hoje o Lucas fazendo gol, dando passe pra gol, ele também gosta de ser goleiro e hoje ele tá em um nível muito acima de quando ele chegou com a gente”, disse.
Para muitos a superação de Lucas Ryan em relação aos problemas enfrentados desde o primeiro dia de vida resume-se em duas palavras: fé e milagre. “A mãe dele aos cinco meses de gravidez se sentiu mal e aí nós levamos ela pra maternidade. Chegando lá foi constatado que ela estava em trabalho parto. E a médica falou que ela estava perdendo o líquido amniótico. Depois ela teve que ficar internada até o nascimento dele aos 7 meses”, relatou.
Aos 3 anos de idade vieram as grandes complicações como convulsões e dificuldades para desenvolver a fala e principalmente a mobilidade do corpo de Lucas. “A gente ficava mais no hospital com ele do que em casa. Mas com a passar do tempo fomos seguindo as orientações médicas, fomos tratando dele. E ele teve sorte de encontrar médicos que se interessaram pelo caso dele”, explicou Roberlane.
Os diversos acompanhamentos de especialistas no dia-a-dia de Lucas foram o passo inicial para superar as dificuldades e limitações motoras. O menino que não sabia falar, caminhar e correr provou o contrário. Hoje é a grande prova de que vale a pena lutar pela vida e o quão valioso é ter a família ao lado.
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