Antevisão da Final da Liga dos Campeões de Futsal 2019, por João Freitas Pinto



Hoje iremos assistir à terceira final consecutiva em que o Sporting Clube de Portugal participa, desta vez, após eliminar de forma consistente o campeão em título Inter Movistar, irá defrontar a equipa da casa, o Kairat Almaty, que já foi campeão europeu por duas vezes.

Será com toda certeza um grande jogo futsal que coloca frente a frente duas das melhores equipas do mundo.

O equilíbrio e elevada intensidade táctico estratégica serão as notas dominantes nesta partida.

Tanto o Sporting como o Kairat irão, por certo, apresentar-se com as suas dinâmicas estratégicas habituais.

O Sporting apresentando, actualmente, um excelente jogo de pivot, posição onde dispõe de três executantes de nível top mundial, Dieguinho, Cardinal e Rocha, irá aproveitar as suas capacidades para garantir profundidade de jogo e procurar desta forma criar situações de finalização através da entrada em apoios dos seus alas mais rápidos e finalizadores como o Merlim e o Cavinato.

Por sua vez o Kairat irá apresentar uma dinâmica muito apoiada na utilização do seu guarda redes, Higuita, como guarda redes avançado. Estratégia que dominam como nenhuma outra equipa e que já deu frutos com Cacau ao comando no passado, e que, agora, o novo treinador, Kaká, de forma inteligente aproveitou para adaptar à sua imagem, dando ainda mais consciência ao jogo do Kairat também em igualdade numérica, jogo formal GR+4x4+GR, onde possui executantes de nível top mundial como Douglas Júnior, o melhor “all round player” da actualidade, Taynan, Suleimenov e Tayebi, um excelente jogador Iraniano.

O Kairat para contrariar o Sporting terá que controlar os dois momentos onde o Sporting tem estado mais forte, o seu jogo de pivot e as bolas paradas.
Será fundamental, para os cazaques, conseguirem serem efectivos nestes momentos do jogo para poderem ter sucesso. Irão, de certeza, usar o guarda redes avançado para gerir o ritmo e determinar os momentos de ruptura do jogo e impedir as mudanças de ritmo que o Sporting tanto gosta. 
O Sporting, por sua vez, irá ter que pressionar o Kairat em todo o campo, de modo a impedir o avanço do guarda redes Higuita e tentar gerir a posse de bola e controlar o balanço ofensivo de modo a não se desequilibrar no jogo escolhendo bem os momentos de finalização. Quando não conseguir evitar a subida de Higuita, terá de preparar bolsas de pressão de modo a não deixar o guarda redes do Kairat confortável no seu processo ofensivo. Controlar e evitar a ação de Higuita é chave para o Sporting vencer esta final.

A nível mental, ambas as equipas, já demonstraram que estão mais que preparadas e focadas, uma pelo facto de jogar em casa uma grande final e a outra pelo facto de ir jogar a sua terceira final consecutiva e a primeira que poderá conquistar na sua história.

Quem mantiver maior equilíbrio emocional, aliado à qualidade técnico táctica dos seus jogadores e a uma estratégia de jogo bem preparada, irá com certeza estar mais perto da vitória. Esperemos que amanhã seja mais um dia feliz para o Sporting e para o futsal português.


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