João Matos, o campeão do Mundo de Futsal foi ao Mais Futebol



João Matos, campeão do Mundo de futsal, foi o convidado especial do Maisfutebol este domingo.

João Matos revelou que passou por momentos difíceis no Mundial'2021 de futsal, que Portugal conquistou no início deste mês após bater a Argentina na final. À TVI24, o internacional português disse ter sido "muito duro" ao nível mental e psicológico e que se chegou a sentir saturado.

"Todas estas conquistas têm momentos desagradáveis em grupo em seio de equipa. Nunca vamos falar aqui em lesões porque é o ponto menos favorável de um jogador, mas há momentos muito complicados. Nesta medalha em específico houve um momento em que o [Jorge] Braz me perguntou mesmo se eu estava saturado de ali estar. E eu respondi que sim, custou-me muito estar ali. Não quero dizer que me tenha desviado do foco. Às vezes desviei-me e o Braz, o adjunto e os colegas chamaram-me à atenção, porque não foi fácil, mas não foi só para mim, foi para muitos de nós também", começou por dizer, antes de abordar a especificidade da competição, que faz com que as seleções fiquem algum tempo longe de casa.

"Um Mundial é uma competição diferente e muito específica. É a competição em que estamos mais tempo fora da nossa zona de conforto, é muito tempo. A preparação foi muito bem feita, sempre fomos alertado de que iria ser dura mas para determinado momento do Mundial, porque nós enquanto campeões da Europa tínhamos mais do que obrigação de passar o grupo e com distinção, assim como com a Sérvia. Braz sempre avisou que a preparação era para outros voos, mas até esses momentos foram extremamente complicados. Por isso para mim foi muito duro. Não ter aquele apoio familiar, o simples de sair do treino e me sentar na esplanada ou num café e não pensar em nada, agarrar no telemóvel e fazer qualquer coisa. Esses momentos fazem bem à saúde mental e houve ali momentos em que entrei em pânico."

Questionado sobre o grau de exigência e a pressão a que os atletas estão sujeitos e ainda sobre o facto de a saúde mental ainda ser um tabu no que diz respeito aos atletas de alta competição, João Matos foi taxativo.

"Há quem diga que isto é uma grande vida. De facto, faço o que gosto e é muito bom, mas é muito complicado. [Ouvir atletas falar de saúde mental] ainda é muito tabu. No dia da final, estive uma hora e 10 deitado no chão da sala de reuniões, porque temos quartos duplos, com o meu mental coach em Zoom a fazer uma sessão de hipnose a preparar-me mentalmente para a final. Ainda é muito tabu mas temos dois ou três jogadores na Seleção que já têm os seus mental coach e que são acompanhados e não tenho dúvida alguma de que faz toda a diferença", vincou.


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