Ferreira do Zêzere resgata ponto nos instantes finais e fecha primeira volta com empate diante do SC Braga
O Ferreira do Zêzere e o SC Braga empataram 3-3 num jogo de nervo, caráter e um desfecho digno de guião cinematográfico. Num fim de primeira volta que definia os oito apurados para a Taça da Liga, as duas equipas empurraram o duelo para um nível competitivo altíssimo.
O equilíbrio ficou claro desde cedo. O Braga entrou melhor: aos 02’, Mamadú Turé surgiu isolado, mas Pedro Martinho venceu o duelo e segurou o nulo. Aos 06’, Rui Fortes respondeu para o Ferreira, obrigando Dudu a boa intervenção. Os minhotos insistiram e Martinho voltou a brilhar ao travar dois remates consecutivos de Tiago Brito aos 08’ e 09’.
O jogo desbloqueou aos 10’: canto batido por Kaká e Jô, de pé esquerdo, atirou para o 1-0, levantando o pavilhão e dando vantagem ao Ferreira.
O Braga não tremeu. Aos 16’, Henmi cobrou um livre direto com precisão impressionante e fez o 1-1. Segundos depois, Brito tentou surpreender Martinho do meio-campo, numa tentativa que mostrou bem a leitura competitiva dos minhotos.
O intervalo chegou com 1-1, jogo partido, tenso e cheio de duelos físicos.
A segunda parte trouxe o mesmo ritmo feroz. Aos 23’, Villian quase encontrou Willian no coração da área, mas um corte salvador travou o golo. Aos 25’, Henmi e Luís Fernandes combinaram bem, mas Martinho segurou o empate.
A reviravolta minhota chegou aos 27’: Luís Fernandes rasgou o jogo da direita e Tiago Brito, ao segundo poste, atirou-se de carrinho para o 1-2. Pouco depois, Ricardo ainda fez o 1-3, mas o lance foi anulado por alegada falta ofensiva de Willian — decisão muito contestada pelo SC Braga.
Quando o Ferreira procurava reação, o Braga voltou a castigar: aos 36’, Villian rematou com violência, Martinho defendeu como pôde e Luís Fernandes, oportuno, assinou o 1-3, num golpe que parecia fechar o jogo.
Mas parecia apenas.
O Ferreira lançou o 5x4 sem hesitar. E aos 39’, após Jô tirar o adversário da frente, Djaelson apareceu no coração da área e reduziu para 2-3, relançando o duelo e incendiando o pavilhão.
Sabendo que faltavam segundos e que a pressão iria aumentar, Joel Rocha — treinador do Braga — pediu time-out para tentar segurar a vantagem e preparar a defesa final.
Só que o momento decisivo ainda estava à espera do seu herói.
A 9 segundos do fim, Kaká surgiu solto na ala esquerda, rematou para defesa enorme de Dudu… e Djaelson, em puro instinto de pivot goleador, atacou a recarga e fez o 3-3, arrancando um empate de coragem, alma e insistência.
O Ferreira salva um ponto que parecia perdido. O Braga perde dois num final que lhe foge por entre os dedos. Um jogo que espelha tudo o que esta liga tem de melhor.
Figura da Partida — Djaelson (Ferreira do Zêzere)
Arrepiante nos momentos quentes. Reduziu para 2-3, liderou o 5x4, atacou cada espaço com alma e selou o golo do empate aos 39’51’’, quando poucos ainda acreditavam. Carregou a equipa na reta final e mudou o destino do jogo.