Jimbee Cartagena prolonga o domínio e conquista a terceira Supercopa consecutiva
O Jimbee Cartagena Costa Cálida voltou a escrever história ao conquistar a Supercopa de Espanha pela terceira vez consecutiva, depois de vencer o Illes Balears Palma Futsal por 5–2 após prolongamento, numa final intensa, dramática e decidida nos detalhes, disputada em Son Moix.
Independentemente do desfecho, esta Supercopa estava destinada a ser histórica. Frente a frente estiveram duas das equipas espanholas com calendário mais exigente da época, projetos desenhados para ganhar títulos, com plantéis profundos e mentalidade vencedora. No fim, prevaleceu novamente o ADN competitivo do conjunto cartagenero, que confirma a sua especial relação com esta prova.
Primeira parte de estudo e tensão
O primeiro tempo foi marcado por equilíbrio, cautela e respeito mútuo. As duas equipas procuraram mais o erro do adversário do que o risco ofensivo, com muitos remates exteriores e poucas dificuldades reais para Chemi e Dennis.
A ocasião mais flagrante pertenceu a Fabinho, que, isolado após recuperação de bola, falhou um golo pouco habitual para um jogador da sua classe. Um momento raro — e um aviso que o Jimbee acabaria por aproveitar.
10 metros abre a final
O Palma Futsal começou a acumular faltas e, a menos de sete minutos do intervalo, atingiu o limite das cinco infrações. A sexta surgiu após um contacto de Deivão sobre Cortés, dando origem a um livre de 10 metros.
Motta viu Barrón negar o primeiro remate, mas na repetição foi Cortés quem colocou a bola na escuadra, inaugurando o marcador (1–0) e dando verdadeiro início à final.
Reação, sofrimento e empate
A segunda parte começou com um revés para os baleares: Mario Rivillos viu o segundo amarelo poucos segundos após o reatamento. Apesar da inferioridade, o Palma resistiu com personalidade e encontrou o empate numa falta lateral de Fabinho, desviada entre Allison e Tomaz (1–1).
O golo deu confiança ao conjunto insular, que passou a ter mais bola e presença ofensiva. Ainda assim, o Jimbee não conseguiu capitalizar o momento de superioridade numérica, mantendo o jogo aberto até aos minutos finais.
Golpes tardios e prolongamento
Quando o Palma atravessava o seu melhor momento, uma bola parada concluída por Muhammad, aos 33 minutos, voltou a colocar o Jimbee na frente (2–1). O fantasma das finais voltou a pairar sobre os anfitriões, reforçado por um remate de Waltinho ao poste.
No entanto, a 14 segundos do fim, o Palma encontrou forças no desespero: Ernesto rematou, a bola sofreu um desvio e entrou na baliza de Chemi (2–2), levando a decisão para prolongamento.
Cortés decide e fecha a história
No tempo extra emergiu, uma vez mais, o talismã do Jimbee. Cortés fez o 3–2 com o seu clássico movimento na meia-distância e, pouco depois, voltou a bater Barrón de livre de 10 metros, completando o hat-trick (4–2).
O Palma tentou reagir, mas já sem energia. O quinto golo surgiu com Waltinho a finalizar para a baliza deserta (5–2), selando o triunfo cartagenero.
Tricampeonato e páginas de ouro
Com esta vitória, o Jimbee Cartagena iguala Caja Segovia (1998–2000) e Movistar Inter como os únicos clubes a vencer a Supercopa três vezes consecutivas, reforçando um ciclo absolutamente histórico.
Para o Palma Futsal, a frustração mantém-se: cinco finais nacionais disputadas, cinco títulos perdidos, apesar do estatuto europeu e mundial. Ainda assim, ambos os clubes voltam a apontar baterias aos grandes objetivos de 2026, com a Copa de Espanha e a Liga dos Campeões no horizonte.