Brasil venceu a Venezuela e terminou em primeiro
O Brasil confirmou o primeiro lugar do Grupo B da CONMEBOL Copa América de Futsal 2026 com uma vitória madura e controlada frente à Venezuela (2-1), num jogo que teve menos de risco do que o marcador final pode sugerir — e onde Pito voltou a fazer a diferença quando o jogo ainda estava a ser escrito.
A Canarinha entrou com a naturalidade de quem sabe exatamente o que quer do jogo. Sem ansiedade, sem pressa, mas com clareza de ideias. Logo aos 4 minutos, uma jogada de laboratório desmontou a organização defensiva venezuelana: reposição lateral, toque subtil de Marlon e finalização limpa de Pito, a dar o primeiro sinal de quem iria mandar no ritmo do encontro. Um golo simples no desenho, mas sofisticado na execução — como o futsal brasileiro gosta.
A partir daí, o Brasil assumiu o controlo territorial e emocional do jogo. Não acelerou sem necessidade, geriu posse, fechou linhas de passe e foi empurrando a Venezuela para zonas onde o risco era sempre maior para quem defendia do que para quem atacava. A Vinotinto tentou responder com mais iniciativa, sobretudo na segunda parte, mas encontrou sempre uma equipa brasileira equilibrada, paciente e confortável no jogo sem bola.
O momento decisivo surgiu já no segundo tempo, quando a Venezuela apostou no goleiro-linha para tentar mudar o rumo do jogo. A leitura foi imediata: Matheus antecipou, recuperou e finalizou de primeira para o 2-0, num lance que resumiu a diferença entre as duas equipas — leitura de jogo, precisão e frieza no momento certo.
A Venezuela ainda reduziu na última jogada, por Gelvez, mas o golo teve mais valor simbólico do que impacto real no desfecho. O Brasil nunca perdeu o controlo emocional do encontro e fechou a fase de grupos invicto, com autoridade e sensação clara de gestão competitiva.
Figura da partida: Pito
Num jogo de detalhes, Pito foi o jogador que resolveu cedo aquilo que poderia tornar-se incómodo mais tarde. Abriu o marcador, deu tranquilidade à equipa e voltou a mostrar por que razão continua a ser um dos jogadores mais determinantes do futsal mundial. Não precisou de muitos toques, nem de protagonismo excessivo — bastou estar onde tinha de estar e decidir bem. Liderança silenciosa, eficácia máxima.
Com esta vitória, o Brasil segue para as meias-finais como líder do Grupo B, mantendo a invencibilidade e reforçando a ideia de que, mais do que brilho constante, esta equipa sabe quando acelerar, quando controlar e quando matar o jogo. Em fases decisivas, isso costuma ser meio caminho andado.