Peru faz história e chega às semifinais pela primeira vez
O futsal peruano escreveu uma das páginas mais importantes da sua história. Com uma exibição competitiva, fria nos momentos-chave e emocionalmente sólida, o Peru venceu o Uruguai por 2–1 e garantiu, pela primeira vez, um lugar entre os quatro melhores da CONMEBOL Copa América Futsal™.
Era um jogo de tudo ou nada. E a Bicolor respondeu à altura do momento.
O encontro começou exatamente como se esperava: intenso, fechado e com as duas seleções claramente conscientes do que estava em jogo. O Uruguai tentou assumir iniciativa com mais posse, enquanto o Peru respondeu com organização defensiva, linhas compactas e saídas rápidas.
Houve oportunidades de parte a parte, mas faltou precisão no último gesto. O 0–0 ao intervalo espelhava um jogo nervoso, onde qualquer detalhe poderia decidir uma vaga histórica.
O desbloqueio surgiu num momento-chave. Aos 7 minutos, Giacomo Rojas executou com enorme qualidade uma cobrança de falta direta, colocando o Peru em vantagem e mudando completamente o cenário emocional da partida.
O Uruguai ainda tentava reorganizar-se quando sofreu novo golpe. Aos 11’, Sebastián Obando, capitão e referência da equipa, aproveitou uma bola solta após erro do guarda-redes uruguaio e fez o 2–0, levando o banco peruano à euforia.
A reação uruguaia apareceu já na reta final. Aos 17’, Nicolás Martínez reduziu para 2–1, relançando o jogo nos últimos minutos. O Uruguai arriscou tudo, subiu linhas e pressionou com intensidade, mas o Peru soube sofrer, gerir o tempo e fechar os espaços até ao apito final.
Vitória histórica, eliminação dolorosa
Com este resultado, o Peru conquista a sua terceira vitória no Grupo A e garante o apuramento para as semifinais como um dos grandes protagonistas do torneio. Um feito inédito, construído com organização, eficácia e personalidade.
Para o Uruguai, fica a frustração de uma eliminação dura, depois de uma fase de grupos competitiva, mas decidida nos detalhes.
Figura do Jogo — Sebastián Obando (Peru)
E isso, em futsal de seleções, é história a escrever-se com os pés — e com a cabeça.