Chile foi mais lúcido nos momentos decisivos e fechou no sétimo lugar



O Chile despediu-se da CONMEBOL Copa América Futsal 2026™ com uma vitória frente ao Paraguai, num jogo que nunca foi totalmente controlado, mas que acabou decidido pela eficácia nos momentos críticos e pela capacidade da Roja para ler melhor o jogo quando este entrou em fases de instabilidade. O triunfo por 3–2 garantiu o sétimo lugar final, enquanto o Paraguai terminou a competição na oitava posição.

A primeira parte foi marcada por dificuldades do Chile em encontrar espaços perante um Paraguai bem organizado e agressivo na contenção. A Roja teve mais bola, mas demorou a transformar posse em vantagem real. O primeiro momento-chave surgiu apenas aos 14 minutos, quando Nicolás Lagos, a partir de uma boa circulação ofensiva, encontrou espaço para finalizar e desbloquear o jogo. O golo deu tranquilidade ao Chile e pouco depois surgiu o segundo. Fuentealba apareceu em zona interior para ampliar, aproveitando um desequilíbrio momentâneo da defesa paraguaia.

A resposta da Albirroja foi imediata. Méndez reduziu ainda antes do intervalo, mantendo o jogo aberto e deixando claro que o encontro estava longe de resolvido. O 2–1 ao intervalo refletia um jogo equilibrado, onde a diferença residia mais na eficácia do que no controlo.

O segundo tempo começou com o Paraguai mais agressivo e à procura do empate, mas foi aí que surgiu o lance mais marcante do encontro e o segundo grande momento-chave. Lagos, atento à posição adiantada do guarda-redes adversário, rematou do seu próprio meio-campo e fez o 3–1, um golo que não foi apenas espetacular na execução, mas também exemplar na leitura do jogo e do momento.

Com dois golos de vantagem, o Chile optou por baixar o risco e gerir o resultado, permitindo ao Paraguai assumir mais iniciativa. A Albirroja ainda reduziu a quatro minutos do fim, por Gamarra, num lance que devolveu alguma incerteza ao marcador, mas já sem tempo nem clareza suficientes para completar a reviravolta.

Nos minutos finais, o Chile mostrou maturidade competitiva, protegeu a vantagem e fechou o jogo com inteligência, garantindo uma vitória que espelhou a sua melhor versão no torneio em termos de eficácia e leitura dos momentos.

Com este triunfo, o Chile encerra a competição com duas vitórias e o sétimo lugar, enquanto o Paraguai se despede na oitava posição, penalizado por não conseguir transformar os seus períodos de iniciativa em vantagem no marcador.

Figura do jogo: Nicolás Lagos

Dois golos, um deles decisivo e de enorme inteligência tática. Abriu o jogo quando o Chile mais precisava e matou-o quando o Paraguai procurava o empate, sendo determinante na forma como a Roja controlou os momentos-chave do encontro.


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