Brasil vence final épica, bate a Argentina no detalhe e conquista a CONMEBOL Copa América Futsal 2026
O Brasil voltou a escrever história ao conquistar a CONMEBOL Copa América Futsal 2026, depois de vencer a Argentina por 2-1, com o golo decisivo a surgir a um minuto do fim. Num clássico sul-americano jogado no limite, a Canarinha confirmou o 12.º título continental, repetindo o êxito alcançado em 2024.
A final foi marcada por equilíbrio estrutural, gestão dos momentos e eficácia nos detalhes. O Brasil adiantou-se aos nove minutos, quando João Victor recorreu ao remate de bico para desbloquear o jogo, premiando uma fase de maior presença ofensiva e ocupação do corredor central. A Argentina respondeu com paciência e critério, criando perigo sobretudo através de Matías Rosa, mas encontrou pela frente um Matheus decisivo, cuja intervenção numa virada do argentino foi celebrada como um golo.
O intervalo chegou com vantagem mínima brasileira, reflexo de um primeiro tempo tenso, mais estratégico do que aberto, onde nenhuma das equipas se expôs em demasia. Na segunda parte, a Argentina subiu linhas e passou a assumir maior risco, obrigando o Brasil a defender mais tempo em organização. Matheus voltou a ser determinante, negando o golo a Arrieta e sustentando a equipa num período de maior pressão albiceleste.
Os últimos três minutos elevaram a final a um patamar emocional raro. Aos 17’, após uma longa posse argentina, Matías Rosa encontrou espaço interior e finalizou rasteiro para o empate, relançando completamente o jogo. Um minuto depois, a Argentina esteve a centímetros da virada, mas Claudino esbarrou novamente em Matheus, que salvou com o peito num duelo frontal.
Quando o jogo parecia encaminhar-se para o prolongamento, surgiu o momento decisivo. Aos 19’, o capitão Dyego atacou a profundidade, finalizou e aproveitou o ressalto para desarmar Acosta, devolvendo a vantagem ao Brasil e selando uma final resolvida na leitura do espaço e na frieza no momento máximo de pressão.
Sob o comando de Marquinhos Xavier, o Brasil voltou a demonstrar capacidade para sofrer, resistir e decidir, mesmo quando o jogo lhe foge momentaneamente do controlo. A Argentina, orientada por Matías Lucuix, voltou a ficar à porta do título, deixando uma imagem competitiva forte, mas penalizada pela falta de eficácia nos instantes-chave.
O apito final confirmou uma verdade recorrente no futsal de elite: as grandes finais decidem-se nos detalhes, nos guarda-redes e na capacidade de decidir quando o tempo já não perdoa. Desta vez, o detalhe voltou a sorrir ao Brasil.