“Errar e não cair faz parte daquilo que somos” — Bernardo Paçó
A vitória de Portugal por 4-1 frente à França, que garantiu o apuramento para a final do Euro Futsal 2026, foi também marcada pela resposta emocional e competitiva da seleção nacional, num encontro de elevada exigência. No final da partida, Bernardo Paçó analisou o jogo com frontalidade, sublinhando a importância do caráter, da união do grupo e da capacidade de reagir aos momentos mais difíceis.
O guarda-redes português começou por abordar o erro cometido no início do encontro, enquadrando-o na natureza do jogo e na responsabilidade inerente à posição que ocupa.
“O jogo é feito disto, nós erramos muitas vezes. Nota-se sempre um erro do guarda-redes, mas é desta irreverência que somos feitos. É preciso ter caráter para estar em jogos destes, é preciso errar e não cair.”
Bernardo Paçó explicou ainda a forma como conseguiu recompor-se emocionalmente, num momento em que a equipa precisava de segurança e liderança.
“Levantar-mo-nos e dizermos ‘ok, já foi’, e tudo fazer para não sofrer mais. Pensei naquilo um segundo e meio porque, depois, a equipa precisava de mim.”
O internacional português fez questão de destacar o apoio dos colegas e da equipa técnica, apontando esse fator como decisivo para manter o rendimento em alto nível ao longo do encontro.
“Foi muito importante o apoio dos colegas, é mais fácil do que se for só eu a tentar levantar-me. O mister também me deu muita confiança para continuar a fazer um bom jogo e foi isso que aconteceu.”
A união do grupo voltou a ser um dos pontos mais sublinhados pelo guardião luso, que considera estes momentos determinantes para medir a força coletiva da seleção.
“Com esta união é sempre mais fácil. Nestes momentos é que mostramos quanto unidos somos.”
O guarda-redes abordou ainda a forma como Portugal encara jogos de grande intensidade física, rejeitando qualquer complexo perante seleções teoricamente mais fortes.
“Sabemos como são este tipo de jogos. Falamos disso no balneário e gostamos destes jogos. Podemos parecer pequeninos, baixinhos em relação às outras equipas, mas gostamos destes jogos físicos e destas batalhas.”
Já a pensar na final, frente à Espanha, Bernardo Paçó deixou um alerta claro para a exigência tática do próximo adversário.
“Com a Espanha vai ser um jogo completamente diferente. É uma seleção muito mais tática, os erros contra eles podem ser muito mais fatais. Eles erram pouco e nós vamos ter de errar pouco também e aproveitar os deslizes deles.”