Torreense virou o caos em controlo e enalteceu-se na segunda parte



O resultado final (3-8) não conta a história dos primeiros minutos, mas explica com clareza tudo o que aconteceu a partir do momento em que o jogo perdeu equilíbrio. A Taça raramente é linear, e esta eliminatória também não foi.

O CRC Quinta dos Lombos entrou com intensidade máxima e agressividade na pressão. Logo no primeiro minuto, Iury Santos aproveitou para fazer o 1-0, colocando o pavilhão em ebulição. Antes que o Torreense se reorganizasse, Gonçalo ampliou para 2-0 no minuto seguinte, num arranque emocional que parecia empurrar o jogo para um cenário de surpresa.

Mas a equipa de Torres Vedras não se desestruturou. Não acelerou em pânico. Ajustou a saída, baixou um pouco o risco e começou a encontrar espaços na segunda linha de pressão do Lombos. Aos 11 minutos, Tiago Reis reduziu para 2-1, num lance que nasceu de melhor ocupação interior e circulação mais paciente. O jogo estabilizou.

Até ao intervalo, o encontro manteve-se físico e intenso, com faltas e cartões a fragmentarem o ritmo. O Lombos ainda segurava vantagem, mas já não controlava o jogo. O Torreense começava a controlar os espaços.

A segunda parte trouxe o verdadeiro ponto de viragem. Aos 23 minutos, Tintim fez o 2-2, aproveitando um momento em que a equipa da casa hesitou na transição defensiva. O empate mexeu com o lado emocional do Lombos e abriu o jogo.

O que se seguiu decidiu a eliminatória.

Entre os 24’ e os 27’, Célio Coque marcou três vezes consecutivas. Um dos golos de classe genial. 

A expulsão aos 26’ agravou ainda mais o cenário para o Lombos. Em inferioridade, perdeu capacidade de pressão coordenada e passou a correr atrás do jogo. O Torreense foi clínico. Dani ampliou aos 30’, voltou a marcar aos 36’ e fechou a conta aos 39’**, num período em que o adversário já estava completamente exposto.

David Costa ainda reduziu aos 37’, mas o desfecho estava fechado.

O que decidiu não foi apenas a eficácia. Foi a capacidade do Torreense em interpretar o momento emocional da partida. Resistiu ao impacto inicial, estabilizou o jogo quando estava em desvantagem e acelerou exactamente quando o adversário perdeu controlo estrutural.

Na Taça, muitas vezes ganha quem sabe sobreviver ao caos. O Torreense não só sobreviveu como o organizou a seu favor.


Figura do jogo: Célio Coque

O jogo estava empatado e instável. Em três minutos transformou dúvida em diferença. Não foi apenas o hat-trick. Foi o momento em que o jogo deixou de ser dividido, fazendo um golo de pura classe e magia.


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