“A força mental decide clássicos” – A leitura de Cassiano Klein



O Sporting CP e o SL Benfica voltaram a oferecer um dérbi à altura da sua história. No Pavilhão João Rocha, na 16.ª Jornada da Liga Placard de Futsal, o empate 2-2 espelhou aquilo que se viu dentro da quadra: equilíbrio absoluto, intensidade máxima e decisão nos detalhes.

Mas no final, Cassiano Klein foi claro: o dérbi decide-se na cabeça antes de se decidir nos pés.


 “Sofrendo 2-0 é mais desafiante… mas não desistimos.”

O técnico encarnado assumiu a dificuldade do momento. Estar a perder por dois golos num clássico não é apenas um problema tático é um teste emocional.

“Sofrendo 2-0 é mais desafiante, essa é a grande verdade. E lutamos até o final.”

Mais do que a reação no marcador, Klein destacou a reação interna. A crença.

“A vida, como o desporto, pode dar coisas boas no fim.”

Para o treinador do Benfica, o empate não foi acaso. Foi colheita. Colheita de uma equipa que não se entrega, mesmo quando o cenário é adverso.


“São os milímetros, duas bolas, que podem tirar a partida.”

Num jogo onde Sporting e Benfica se conhecem profundamente, a diferença já não está na organização base. Está nos detalhes microscópicos.

“É um jogo muito igual… talvez tenha momentos que uma equipa dá um pouquinho na frente.”

Mas quando técnica e tática se anulam, sobra a mente.

“A força mental nesse dérbi é primordial.”

Klein reconheceu algo raro: nos últimos confrontos, ambas as equipas estão mentalmente ao mesmo nível. E isso eleva o clássico.

“Ambas as equipas mentalmente são muito fortes. Isso torna o jogo cada vez mais desafiante.”


O segredo da invencibilidade? Trabalho longe dos holofotes.

Questionado sobre o facto de o Benfica continuar sem derrotas no campeonato, o treinador foi direto.

Nada de euforia. Nada de discurso inflamado.

“É uma equipa que trabalha muito forte longe dos holofotes. Treinar cansado. Acordar no dia seguinte e recomeçar. Não se contemplar.
Eu admiro pessoas que conseguem algo e no outro dia estão dispostas a conseguir outra coisa.”

Para Klein, o maior risco no desporto é achar que já está feito.

“Ganhamos hoje, ótimo… mas amanhã é outro dia. É aqui que se constrói consistência competitiva."


“São dois espetáculos: na bancada e dentro do campo.”

O técnico não esqueceu o ambiente. Pelo contrário, valorizou-o como parte estrutural do dérbi.

“Esse dérbi se torna cada vez mais fascinante justamente por isso.”

Para Cassiano Klein, o clássico vive em duas dimensões: a intensidade da quadra e a energia das bancadas.

E quando ambas se alinham, o espetáculo cresce.

Cassiano Klein não falou apenas de um empate.

Falou de mentalidade.
Falou de detalhe.
Falou de consistência.

Num clássico decidido nos milímetros, a cabeça continua a ser o maior músculo em campo.


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