Leões de Porto Salvo vencem em Torres Vedras com eficácia e muralha André Sousa
O Leões de Porto Salvo venceu o Torreense por 0-2 num jogo onde a diferença esteve na eficácia e, sobretudo, nas balizas. A equipa da casa entrou determinada e logo no primeiro minuto Iago Reis obrigou André Sousa a dizer “presente”, num aviso claro de intenções. O Torreense teve mais bola, mais critério na circulação, mas esbarrou repetidamente numa exibição de altíssimo nível do guarda-redes leonino.
Aos 14’, Dany encontrou Célio aos seis metros e André Sousa respondeu com uma defesa enorme, a melhor oportunidade até então. Aos 17’, nova obra individual de Célio da direita para o meio e André volta a negar o golo com uma intervenção portentosa. Do outro lado também houve resposta, e aos 19’, Ruan Silvestre isolado viu Bruno Filipe travar o golo com a mão esquerda, num grande momento do guardião da casa.
O segundo tempo trouxe o momento que podia ter mudado tudo. Aos 23’, transição em 2x0 conduzida por Leonildo que serve Anderson e Bruno Filipe faz uma defesa do outro mundo, mantendo o nulo e dando esperança ao Torreense. Mas no futsal paga-se caro a falta de eficácia.
Aos 24’, Rúben Teixeira trabalha individualmente e serve Isaías no coração da área para o 0-1. No minuto seguinte, golpe duro: aos 25’, Ruan Silvestre roda na posição de pivô sobre Tiago Reis e faz o 0-2, demonstrando classe e frieza na finalização. Ainda nesse minuto, André Sousa tentou surpreender de baliza a baliza com Bruno Filipe adiantado, a bola passou muito perto.
O Torreense foi atrás do prejuízo. Aos 28’, Nicolas Tomé remata dentro da área e André Sousa volta a brilhar. Aos 29’, Gabrielzinho falha na boca da baliza, numa ocasião flagrante. Aos 32’, bola na barra da baliza do Leões, e aos 39’, já em esforço máximo, Paulo Major acerta no poste, no último suspiro.
Com a 5ª falta aos 36’ e aposta declarada no 5x4 aos 37’ com Célio como guarda-redes avançado, o Torreense tentou tudo, mas a noite tinha dono.
Num jogo de detalhe, decidiu quem foi clínico e quem teve a melhor muralha entre os postes.
Figura da partida: André Sousa, decisivo na primeira parte, determinante na resistência final e peça-chave numa vitória construída com maturidade competitiva.