Foi eletrizante e tudo menos na desportiva: Basílio volta a brilhar em mais uma vitória histórica do Eléctrico



Numa meia-final espectacular, incerta e que durou mais de duas horas, o Eléctrico Futebol Clube esteve sempre em vantagem, marcou nos últimos 50 segundos, mas a Associação Desportiva do Fundão ainda foi a tempo de recuperar e levar o jogo para os penáltis… outra vez. Na decisão, Diogo Basílio voltou a brilhar e apurou os alentejanos para uma inédita final.

No Pavilhão Multiusos de Gondomar, beirãos e alentejanos enfrentaram-se numa meia-final que iria ditar o primeiro clube presente na final de domingo, que será inédita no que concerne à Taça da Liga.

O Fundão chegou a este jogo depois de ter eliminado o FC Famalicão nos oitavos de final (3-6) e a ADCR Caxinas Poça Barca (2-2, 1-3, g.p.) nos quartos de final, numa partida que só foi resolvida no desempate, à semelhança do que aconteceu com o Eléctrico, que deixou pelo caminho o SCU Torreense (0-0, 4-3, g.p.) depois de ter surpreendido o SC Braga (2-3).

Apesar do desfecho positivo no início desta final-eight, as equipas viviam um momento sem vitórias, sendo que a Desportiva vinha de um empate e de uma derrota e os pontessorenses de três empates. Em termos históricos, o Fundão procurava voltar à final da Taça da Liga nove anos depois de ter estado nas duas primeiras finais, ao passo que o Eléctrico queria estrear-se em finais das competições profissionais.

Nuno Couto apostou em Jaime Arthur, Sissi, Pedro Marques, Lucas Schwartz e Mário Freitas no seu cinco, ao passo que Jorge Monteiro optou por Diogo Basílio, Pedro Santos, Thiaguinho, Telmo Sousa e Gonçalo Paixão. O Eléctrico entrou no jogo a todo o gás e, na sequência de um canto rasteiro de Thiaguinho, Simi Saiotti inaugurou o marcador com um remate de primeira (1’). Na resposta, Marques apareceu isolado, mas Basílio impediu o empate (2’).

Pouco depois, Paixão testou Jaime (9’), antes de Couto solicitar a sua pausa técnica. A partir daí, o jogo continuou equilibrado e Pedro Santos quase marcou com um chapéu, mas Jaime voltou a impor-se (13’). Na fase final do primeiro tempo, Monteiro também parou o jogo, que entrou numa toada mais morna, com as defesas a anularem os ataques. A dois minutos do fim, Saiotti ganhou espaço na área, mas um grande voo de Jaime Arthur impediu o segundo (18’).

A fechar a primeira parte, Pedro Marques cobrou um fora na esquerda para o flanco oposto, pelo ar, Caio Pedro apareceu a passar de primeira para o centro da área, onde Léo Maciel encostou para o empate (19’). Os alentejanos quase responderam de pronto, mas Arthur fez mais uma grande defesa a remate de Thiaguinho (20’). A 23 segundos do intervalo, o golo apareceu mesmo, com Basílio a lançar rapidamente para Santos, que colocou em Thiaguinho, que finalizou de primeira para o 1-2 (20’).

Na etapa complementar, os alentejanos deram seguimento ao momento ofensivo e chegaram ao terceiro golo de contra-ataque, após um roubou de bola de Pedro Santos, com Gonçalo Paixão a faturar (26’). Pouco depois, o Eléctrico chegou às cinco faltas coletivas e, da marca dos dez metros, Mário Freitas reduziu com um remate colocado a meia-altura (32’). Já depois de Jorge Monteiro ter parado o jogo, Renato Almeida foi expulso por ver dois amarelos em cerca de um minuto, mas o capitão do Fundão falhou nova conversão do livre de dez metros (33’).

A Desportiva acabou por não conseguir aproveitar a superioridade numérica, mas chegou ao golo em novo livre de dez metros, com Caio Pedro a assumir a cobrança e a rematar forte e colocado para a direita de Diogo Basílio (37’). No penúltimo minuto, Pedro Marques ficou a centímetros de colocar o Fundão na final e, no lance seguinte, Thiaguinho desferiu um remate/passe do meio-campo para Henrique Vicente completar para o 3-4 (40’). Contudo, poucos segundos depois, o Fundão lançou o cinco para quatro e voltou a empatar, com um grande trabalho de Lucas Schwartz (40’).

Com o empate a manter-se num final impróprio para cardíacos, os penáltis tiveram, uma vez mais, Diogo Basílio em grande plano, defendendo os remates de Schwartz, Freitas e Caio Pedro. Pelo meio, Diogo Borrego também parou o tiro de Saiotti e Telmo Sousa falhou a baliza, mas o Eléctrico seguiu em frente com golos de Thiaguinho e Paixão. Para o Fundão marcou Léo Maciel, sendo que Chino atirou à barra a fechar (4-4, 1-2, g.p.).

Desta forma, o Eléctrico está pela primeira vez numa final e vai enfrentar, no domingo, SL Benfica ou CR Leões de Porto Salvo. Apesar da hipotética inexperiência coletiva neste capítulo, esta é a terceira vez que Jorge Monteiro está numa final da Taça da Liga, depois de 2022/23 (perdeu 3-0 com o Benfica) e da época passada (perdeu por 9-0 frente ao Sporting CP), ambas ao serviço do CRC Quinta dos Lombos. Já Basílio chega à partida decisiva com… cinco penáltis defendidos nesta final-eight.

 

Créditos: nunov.photos




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