Águia ressuscita após susto e consuma reviravolta de campeão na Luz.



Na Luz, em jogo da 21.ª jornada da Liga Placard, disputado a 17 de abril, o Benfica venceu o Leões Porto Salvo por 4-2, numa partida de duas histórias completamente distintas: uma primeira parte de surpresa e ousadia visitante, e uma segunda metade marcada pela reação encarnada, pela reviravolta em rajada e por uma resposta de campeão.

Com esta vitória o Benfica vence a fase regular.

Poucos poderiam prever o que os primeiros vinte minutos reservavam.

O Benfica entrou a dominar posse e território, mas cedo revelou fragilidades pouco habituais, sobretudo na construção com Léo Gugiel, e o Leões Porto Salvo aproveitou.

Depois de alguns avisos de Ruan Silvestre e de um sistema de bolas paradas muito bem trabalhado, os visitantes adiantaram-se aos 11 minutos, quando Isaías Furtado, solto após bloqueios bem executados num canto, fez o 0-1.

O golpe abalou a Luz.

Dois minutos depois, novo erro grave de Gugiel na saída permitiu a recuperação de Rodrigo Hiroshi, que combinou com Leonildo Injai, recebeu de volta e fez o 0-2.

O Benfica estava atordoado. E podia ter sofrido ainda mais.

Rúben Carrilho teve a baliza deserta e falhou o terceiro, enquanto Anderson Fortes e Hiroshi continuaram a causar enormes problemas à organização defensiva encarnada.

Ao intervalo, a vantagem do Leões não escandalizava. Era justa.

Mas a segunda parte mudou tudo.

O Benfica regressou com outra agressividade, outra intensidade e, sobretudo, outra capacidade para acelerar.

Aos 26 minutos, Jacaré reduziu para 1-2, num grande gesto técnico de pivô.

Quase sem dar tempo para respirar, na sequência de uma reposição lateral, Lúcio Rocha rematou de longe e beneficiou de um erro de André Sousa para empatar: 2-2.

A Luz explodiu.

E segundos depois, o jogo virou por completo.

Nova situação de confusão na área, nova resposta de Lúcio Rocha, novo golpe fatal: 3-2.

Em poucos instantes, tudo mudara.

O Leões, que parecia ter o jogo controlado, viu-se engolido pela tempestade. Ainda tentou reagir. Criou ocasiões. Procurou voltar ao empate.

Mas esbarrou num Benfica mais sólido e num Léo Gugiel completamente redimido após a má primeira parte.

Aos 36 minutos, surgiu o golpe final.

Higor de Souza, de costas para a baliza, rodou e disparou uma bomba imparável para o 4-2.

Um golo de enorme qualidade para fechar a reviravolta.

Já em desvantagem, Cláudio Moreira lançou o 5x4 aos 37 minutos, com Hiroshi a vestir a camisola de guarda-redes avançado, tentando reabrir o encontro.

O Leões pressionou.

Criou perigo.

Andriy Dzyalo ficou perto do golo de calcanhar. Ruan Silvestre obrigou Gugiel a uma grande defesa.

Mas o Benfica resistiu. E segurou.

Venceu porque soube reagir no momento crítico, porque transformou intensidade em eficácia e porque em poucos minutos foi devastador.

O Leões perdeu porque, depois de construir uma excelente vantagem e fazer uma primeira parte quase irrepreensível, não conseguiu sobreviver à avalanche encarnada.

Três minutos mudaram o jogo.


Figura da partida: Lúcio Rocha

Esteve no centro da reviravolta.

Marcou dois golos, assinou o empate e a cambalhota no marcador, apareceu sempre nos momentos decisivos e foi o rosto da reação encarnada.

Quando o Benfica precisava de um líder dentro da quadra, Lúcio apareceu.


Vídeos
FPF apresenta microplanos estratégicos e Plano Nacional de Arbitragem
Ricardinho anuncia o fim definitivo da carreira profissional em conferência histórica na Cidade do Futebol
Antonio Vadillo: o Arquiteto do Milagre Europeu no Futsal | Documentário
Os melhores golos da jornada 22 da Liga Placard
Os melhores golos da Jornada 20 da Liga Placard Futsal
Os melhores golos da jornada 19 da Liga Placard
Os melhores golos da jornada 22 da Liga Feminina Placard
Os melhores golos da Jornada 21 da Liga Feminina Placard
Os melhores golos da Jornada 20 da Liga Feminina Placard
Os melhores golos da jornada 18 da Liga Placard
Ficha técnica | Lei da transparência | Estatuto Editorial Politica Privacidade