Equilíbrio, reação e sentença final: Benfica nas meias-finais depois de bater o Leões de Porto Salvo.



O SL Benfica venceu o CR Leões Porto Salvo por 6-3 e garantiu presença nas meias-finais, num encontro equilibrado durante largos períodos, mas decidido pela maior eficácia encarnada, sobretudo nos momentos finais da partida.

Num duelo entre duas equipas do principal escalão, esperava-se equilíbrio — e foi exatamente isso que o jogo ofereceu durante grande parte do tempo. O Benfica entrou melhor, com mais critério na circulação e maior capacidade para ligar jogo, enquanto o Leões Porto Salvo procurava responder através da intensidade e da exploração dos momentos de transição.

A primeira grande diferença surgiu aos 12 minutos, numa excelente jogada coletiva da formação encarnada. Após reposição lateral, a bola circulou por Léo Gugiel e Jacaré, chegou a Carlinhos na ala direita e acabou em Afonso Jesus, que teve tempo para enquadrar e rematar para o 1-0.

O golo premiava a melhor organização ofensiva do Benfica, mas o Leões respondeu com personalidade. Aos 16 minutos, Isaías fez o 1-1, aparecendo solto ao segundo poste após reposição lateral de Rúben Teixeira, num lance em que a defensiva encarnada perdeu referências.

Até ao intervalo, o jogo manteve-se equilibrado, com o Benfica a ter mais bola, mas o Leões sempre perigoso nas aproximações à área. O 1-1 ao descanso deixava tudo em aberto.

A segunda parte começou com impacto imediato. Logo aos 21 minutos, Afonso Jesus fez o 1-2, desviando um remate de Léo Gugiel já dentro da área e recolocando o Benfica na frente.

O golo trouxe confiança à equipa de Cassiano Klein, que passou a controlar melhor o jogo e a explorar com maior eficácia os espaços concedidos pelo adversário. Aos 28 minutos, Arthur fez o 1-3, surgindo ao segundo poste após remate cruzado de André Coelho, num lance que voltou a expor dificuldades defensivas do Leões na proteção da zona interior.

O Benfica estava por cima e continuou a ameaçar. André Coelho ainda atirou à barra, antes de, aos 30 minutos, Léo Gugiel fazer o 1-4, subindo no terreno e rematando rasteiro da zona dos dez metros, ampliando a vantagem encarnada.

Parecia um momento de controlo total, mas o jogo voltou a mudar.

Aos 31 minutos, Anderson Fortes aproveitou um erro de Léo Gugiel e fez o 2-4, devolvendo o Leões à discussão. E pouco depois, Andriy Dzyalo assinou um grande golo para o 3-4, num remate de meia-volta após reposição lateral, relançando por completo a incerteza no resultado.

O jogo entrou então na sua fase mais intensa e imprevisível. O Leões acreditava, o pavilhão empurrava, e o Benfica sentia a pressão.

A resposta dos homens de Cláudio Moreira foi clara: apostaram no 5x4 aos 36 minutos, com Hiroshi como guarda-redes avançado, procurando chegar ao empate. O risco aumentou, os espaços também, e o jogo ficou partido.

Mas foi nesse cenário que o Benfica mostrou maturidade competitiva.

Aos 39 minutos, já dentro do último minuto, Afonso Jesus recuperou a bola e fez o 3-5, aproveitando a baliza deserta. Logo a seguir, Lúcio fechou o resultado em 3-6, também com a baliza desprotegida, sentenciando definitivamente a eliminatória.

Foi um triunfo justo, ainda que construído com momentos de sofrimento, por parte do Benfica, que revelou maior eficácia ofensiva e melhor capacidade para gerir os momentos decisivos do encontro. A equipa de Cassiano Klein foi mais forte quando o jogo abriu, soube explorar o risco adversário e teve em Afonso Jesus uma peça determinante.

Já o Leões Porto Salvo, apesar da excelente reação na segunda parte e da forma como conseguiu reentrar na discussão depois do 1-4, acabou por pagar caro erros defensivos e o risco assumido no 5x4, que abriu espaço para o adversário decidir o jogo.

A figura da partida foi Afonso Jesus, autor de três golos, decisivo nos momentos-chave e determinante no desfecho de um jogo que esteve em aberto até aos instantes finais.


Foto - fpf.pt


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