“Temos ambição”: entre o sonho e o gigante, Nun’Álvares desafia o Benfica
O Multiusos de Gondomar volta a ser palco das grandes decisões, com GCR Nun’Álvares e SL Benfica a abrirem esta sexta-feira o duelo por um lugar na final, num encontro marcado pelo contraste de realidades, mas também pela ambição de ambos os lados.
Depois de ultrapassar o Viseu 2001 nos quartos de final, o GCR Nun’Álvares chega a esta fase com motivos claros de orgulho e com a sensação de missão já cumprida… mas sem qualquer intenção de ficar por aqui. A formação de Fafe tem sido uma das surpresas da competição e quer continuar a desafiar o favoritismo teórico do adversário.
Do outro lado estará um SL Benfica habituado a este tipo de decisões, com experiência, profundidade e qualidade individual que o colocam entre os principais candidatos ao troféu. Ainda assim, o discurso do lado do Nun’Álvares é claro: respeito máximo, mas sem abdicar de competir.
Hugo Oliveira, técnico da formação fafense, assumiu o orgulho pelo percurso, mas também deixou claro que a ambição continua bem presente. O treinador destacou que o objetivo inicial passava por competir e igualar — ou melhorar — campanhas anteriores, algo que já foi conseguido, mas que não retira foco ao que ainda está por jogar.
O técnico reconheceu a dimensão do adversário, sublinhando que o Benfica é “uma das melhores equipas do Mundo”, mas reforçou igualmente a confiança nas capacidades do seu grupo, lembrando que, apesar das diferenças, a equipa acredita nas suas “valências” para discutir o jogo.
No mesmo sentido, Hugo Oliveira destacou o contraste entre as duas realidades, mas transformou-o num ponto de motivação: de um lado a qualidade e experiência do Benfica, do outro a ambição de uma equipa que quer aproveitar o momento para se superar.
Espera-se, por isso, um encontro onde o Benfica deverá assumir maior controlo e iniciativa, procurando impor o seu ritmo e explorar a profundidade do plantel, enquanto o Nun’Álvares tentará manter-se compacto, explorar os momentos de transição e prolongar o equilíbrio o máximo possível.
Mais do que um duelo de estilos, será também um confronto entre experiência e irreverência, onde a gestão emocional e a eficácia nos momentos-chave poderão fazer toda a diferença.
Às 18h00, em Gondomar, arranca a primeira meia-final. De um lado, um candidato habitual. Do outro, uma equipa que já superou expectativas — e que quer continuar a fazê-lo.