Classe, ritmo e golo: receita perfeita dos Leões que eliminam Rio Ave



O CR Leões Porto Salvo confirmou a passagem às meias-finais da Liga Placard com uma vitória clara por 7-3 frente ao Rio Ave, fechando a eliminatória em dois jogos e demonstrando uma superioridade evidente, sobretudo na eficácia e na gestão dos momentos do jogo.

A equipa de Oeiras entrou praticamente a ganhar. Logo ao 1’ minuto, Anderson Fortes conduziu em transição e assistiu Ruan Silvestre, que com um remate colocado abriu o marcador (1-0). Uma entrada fortíssima que voltou a expor dificuldades do Rio Ave na organização defensiva inicial.

A resposta dos vila-condenses não demorou. Aos 3’, numa reposição lateral bem trabalhada, Gustavo Rodrigues serviu Peixinho, que disparou com força para o 1-1, reequilibrando o encontro numa fase ainda muito aberta.

Mas os Leões voltaram rapidamente a assumir o controlo. Aos 7’, na sequência de um canto, Anderson Fortes brilhou individualmente, deixou um adversário pelo caminho e finalizou com potência para o 2-1. A equipa da casa mostrava-se mais intensa e mais eficaz nos momentos-chave.

O Rio Ave ainda ameaçou o empate, com destaque para um lance estudado onde Peixinho atirou ao poste, mas acabaria por sofrer novo golpe. Aos 13’, grande penalidade assinalada por falta de Nuno Costa sobre Dzyalochynskyy, e Ruan Silvestre não desperdiçou, fazendo o 3-1 e bisando na partida.

Até ao intervalo, o jogo manteve-se competitivo, com oportunidades de parte a parte, mas sempre com André Sousa seguro na baliza dos Leões e a vantagem a manter-se estável.

Na segunda parte, o CR Leões Porto Salvo entrou novamente mais forte e praticamente resolveu o jogo. Aos 22’, saída rápida de André Sousa a lançar o ataque, com Rúben Carrilho a assistir Isaías Furtado, que só teve de encostar para o 4-1. Um golo que expôs novamente a dificuldade do Rio Ave em reagir à transição adversária.

A partir daí, o jogo entrou numa fase mais controlada pelos Leões, que mesmo atingindo cedo o limite de faltas, conseguiram manter a organização. O Rio Ave tentou reagir e ainda reduziu. Aos 33’, Zézinho encontrou Francisco Silva, que contornou André Sousa e fez o 4-2, reacendendo alguma esperança.

Mas foi sol de pouca dura. Na resposta imediata, Leonildo Injai lançou Rúben Teixeira, que finalizou para o 5-2, quebrando qualquer tentativa de recuperação emocional do adversário.

O Rio Ave apostou então no 5x4, numa tentativa de reentrar na eliminatória, mas acabou por pagar caro o risco. Aos 36’, recuperação rápida dos Leões e Rúben Teixeira bisou com a baliza deserta (6-2), aproveitando o adiantamento adversário.

Pouco depois, mais um golpe final. Leonildo Injai voltou a aparecer na construção e assistiu Anderson Fortes, que contornou o guarda-redes e fez o 7-2 aos 38 minutos, selando definitivamente o encontro.

Ainda houve tempo para nova resposta do Rio Ave. Peixinho bisou aos 38’ (7-3), mas já sem impacto no desfecho da eliminatória.

Até final, o jogo manteve-se aberto, com André Sousa a negar mais um golo a Gustavo Rodrigues e a garantir que a vantagem se mantinha confortável.


O resultado final reflete de forma clara o que se passou ao longo dos 40 minutos: um Leões Porto Salvo mais eficaz, mais organizado e muito forte nas transições, sobretudo perante um Rio Ave que, apesar de momentos de qualidade ofensiva, nunca conseguiu estabilizar defensivamente.

A equipa de Oeiras foi superior nos detalhes que decidem jogos de play-off: eficácia nas bolas paradas, aproveitamento dos erros adversários e capacidade para castigar o 5x4.

Já o Rio Ave tentou reagir, teve momentos positivos e chegou a ameaçar, mas pagou caro as perdas de bola, a fragilidade defensiva e a incapacidade de travar as transições rápidas do adversário.

A figura da partida foi Ruan Silvestre, não só pelo bis, mas pela influência constante no jogo ofensivo dos Leões, sendo sempre uma referência na finalização e na tomada de decisão.

Foto - @ruipereiraphotography


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