Silvestre Ferreira lidera águias rumo à final



O SL Benfica garantiu este sábado a presença na final da Liga Placard 2025/26 ao voltar a vencer o CR Leões Porto Salvo, desta vez por 4-3, no segundo jogo das meias-finais. Num encontro intenso, emotivo e disputado até aos últimos segundos, os encarnados voltaram a demonstrar a sua superioridade coletiva ao longo da eliminatória, fechando as contas em apenas dois jogos e mantendo vivo o sonho da conquista do título nacional.

A equipa de Cassiano Klein entrou praticamente a vencer. Logo aos dois minutos, um canto na direita criou enorme confusão na área dos visitantes e a bola acabou por bater num defensor antes de desviar em Ricardo Bernardo, que não conseguiu evitar o autogolo que colocou o Benfica em vantagem. Ainda os Leões procuravam reorganizar-se e já o marcador voltava a mexer. Numa reposição lateral curta, Arthur descobriu Silvestre Ferreira em zona frontal e o internacional português disparou um autêntico míssil sem hipóteses para Ricardo Bernardo, colocando o resultado em 2-0.

O início demolidor das águias espelhava aquilo que se via dentro da quadra. O Benfica dominava a posse de bola, controlava os ritmos e empurrava os visitantes para junto da sua área. Ricardo Bernardo foi sendo chamado várias vezes a intervir e evitou que a diferença aumentasse ainda mais durante a primeira metade da etapa inicial.

A resposta dos Leões Porto Salvo surgiu depois dos dez minutos. Primeiro através de um remate de Ruan Silvestre ao poste, sinal claro de que a equipa de Oeiras começava a crescer no encontro. Pouco depois, numa reposição lateral estudada, Leonildo Injai encontrou Rúben Carrilho ao segundo poste e o ala rematou de primeira para reduzir para 2-1.

O golo devolveu confiança aos visitantes. Rúben Teixeira e Ruan Silvestre obrigaram Léo Gugiel a intervenções importantes, enquanto Henrique Rodrigues acabou por abandonar a partida lesionado, numa contrariedade importante para a equipa orientada por Cláudio Moreira. Ainda assim, os Leões equilibraram a discussão e chegaram ao intervalo apenas com um golo de desvantagem.

O resultado ao intervalo ajustava-se ao que se tinha passado em campo. O Benfica dominou claramente os primeiros dez minutos e construiu a vantagem, mas os Leões Porto Salvo conseguiram reagir, equilibrar o jogo e deixar tudo em aberto para a segunda parte.

A etapa complementar começou da melhor forma para os visitantes. Logo no primeiro minuto após o reatamento, Leonildo Injai recuperou a bola a Pany Varela em zona adiantada, arrancou pelo corredor central e finalizou com classe perante Léo Gugiel para fazer o 2-2.

O empate trouxe nervosismo ao jogo e os Leões Porto Salvo viveram o seu melhor período da partida. Carrilho protagonizou uma excelente jogada individual, ultrapassou vários adversários e ofereceu a Isaías Furtado uma oportunidade soberana para completar a reviravolta, mas o pivot desperdiçou na cara de Léo Gugiel.

Como tantas vezes acontece em encontros desta dimensão, o desperdício acabou por ser castigado. Aos 28 minutos, numa transição rápida após um canto ofensivo dos visitantes, Lúcio Rocha intercetou um passe, arrancou pelo corredor direito e rematou cruzado para devolver a vantagem ao Benfica.

O golpe revelou-se duro para os Leões e apenas um minuto depois surgiu o quarto golo encarnado. Lúcio Rocha voltou a criar desequilíbrios, Ricardo Bernardo ainda defendeu o primeiro remate, mas Silvestre Ferreira apareceu solto ao segundo poste para bisar na partida e ampliar para 4-2.

Apesar da desvantagem de dois golos, a formação de Oeiras recusou baixar os braços. Aos 34 minutos, Isaías Furtado executou uma rotação de enorme qualidade sobre Afonso Jesus e assistiu Rúben Carrilho, que apenas teve de encostar para reduzir para 4-3 e relançar a discussão do resultado.

Os minutos finais foram de enorme intensidade. Cláudio Moreira arriscou tudo com o guarda-redes avançado e os Leões Porto Salvo instalaram-se no meio-campo ofensivo. Rúben Teixeira esteve muito perto de fazer o empate com um remate perigoso pelo corredor central, mas a bola passou a escassos centímetros do poste da baliza defendida por Léo Gugiel.

O Benfica respondeu com maturidade, controlando a posse de bola sempre que possível e defendendo de forma organizada perante o 5x4 adversário. Os encarnados conseguiram gerir a vantagem até ao apito final e celebrar perante os seus adeptos o apuramento para a decisão do campeonato.

Foi uma vitória justa da equipa encarnada, que voltou a apresentar maior caudal ofensivo, mais posse de bola e maior controlo dos momentos do encontro. Os Leões Porto Salvo tiveram capacidade para reagir, chegaram mesmo a restabelecer a igualdade no início da segunda parte e lutaram até ao fim, mas nunca conseguiram assumir verdadeiramente o controlo da partida perante um Benfica mais consistente e eficaz.

A eliminação dos Leões Porto Salvo ficou também marcada por um momento simbólico para o futsal nacional. André Sousa, ausente nesta partida devido à expulsão sofrida no primeiro jogo da eliminatória, encerra a sua carreira de jogador. Internacional português e uma das figuras mais marcantes da modalidade nas últimas duas décadas, o guarda-redes despede-se das quadras deixando um legado ímpar no futsal português e europeu.

Com este triunfo, o SL Benfica fecha a meia-final em apenas dois jogos e garante presença na final da Liga Placard 2025/26, mantendo-se firme na luta pela conquista do título nacional.

Figura da Partida: Silvestre Ferreira (SL Benfica)

Num encontro recheado de protagonistas, Silvestre Ferreira destacou-se acima de todos. Autor de dois golos, o internacional português foi decisivo nos momentos-chave da partida, liderando a eficácia ofensiva encarnada e assumindo um papel determinante na qualificação do Benfica para a final. A sua influência ofensiva e capacidade de aparecer nos momentos certos fizeram dele a principal figura da noite no Pavilhão Fidelidade.

Foto - SL Benfica


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