Fernando Rocha demarca Portimonense de movimento contra entrada do FC Porto: "Nome do clube foi utilizado abusivamente"



Presidente alvinegro estranha associação dos algarvios a um possível boicote ao arranque da próxima época e defende uma Liga Placard mais competitiva

O Portimonense distanciou-se publicamente de qualquer envolvimento num suposto movimento contra a inclusão do FC Porto na 3.ª Divisão Nacional de Futsal, na próxima temporada. Em entrevista ao jornal Record, conduzida pelo jornalista Armando Alves, o presidente alvinegro, Fernando Rocha, estranha a associação do nome do clube a um eventual boicote ao arranque do campeonato e garante categoricamente: "O nome do nosso clube foi utilizado abusivamente".

Ao Record, o dirigente alvinegro nega qualquer participação dos algarvios num movimento de contestação às competições nacionais ou na criação de uma estrutura alternativa à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a organização dos campeonatos de futsal. "O que queremos é mais e melhor futsal", defende, recusando assim qualquer cenário de rotura institucional. Pelo contrário, Fernando Rocha apresenta-se como defensor de uma Liga Placard mais competitiva e do desenvolvimento harmonioso da modalidade.

Ao recordar o ponto de partida do clube para a próxima temporada, o dirigente fez questão de sublinhar a posição do Portimonense no escalão maior do futsal nacional. "Nós vamos competir na Liga Placard, depois da conquista do título nacional da 2.ª Divisão, e não na 3.ª Divisão", frisou em declarações ao Record. Os algarvios sagraram-se Campeões Nacionais da 2.ª Divisão na época que agora terminou, garantindo o regresso à elite, pelo que qualquer eventual movimentação em torno da 3.ª Divisão lhes é estranha em termos de envolvimento direto.

Na mesma entrevista ao Record, Fernando Rocha aproveitou ainda para deixar a sua posição clara sobre a entrada de novos emblemas na modalidade, em particular a presença dos três grandes do futebol português no futsal. "Veja-se o que está a suceder no futebol feminino, em que tivemos uma das mais mediáticas finais da Taça de Portugal, com a chegada do FC Porto à modalidade", recordou, sublinhando que a chegada de emblemas com grande dimensão contribui para a notoriedade e o crescimento das modalidades. "No futsal, há uma margem de crescimento grande e a presença e o envolvimento de todos ajudará a modalidade", acrescentou.

Sobre o formato exato de entrada do FC Porto na 3.ª Divisão Nacional — se diretamente, sem passar pelas competições distritais, ou seguindo o percurso habitual — o presidente do Portimonense, ao Record, deixou claro que se trata de uma decisão da FPF. "Se na 3.ª Divisão ocorrerão entradas diretas ou não deste ou daquele clube é algo que cabe à FPF decidir", considerou, escusando-se a tomar partido na questão.

A intervenção pública de Fernando Rocha, registada nas páginas do Record pelo jornalista Armando Alves, tem assim um objetivo central: dissipar associações indevidas e reforçar a posição institucional do clube no atual debate. O Portimonense distancia-se da contestação e centra a sua mensagem na vontade de elevar o nível competitivo do futsal português, num momento em que a modalidade discute o seu próprio crescimento e o caminho que deve seguir nos próximos anos.


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