Portugal define convocados para os Mundiais Universitários e aponta ao pódio em Varsóvia
As Seleções Nacionais Universitárias de futsal já têm definidos os grupos que irão representar Portugal nos Campeonatos do Mundo Universitários, competição que decorre entre 1 e 7 de julho, em Varsóvia, na Polónia.
Durante a conferência de imprensa de apresentação das convocatórias finais, os selecionadores Pedro Palas e Ricardo Azevedo destacaram a qualidade dos grupos escolhidos, a importância da parceria entre a FADU e a Federação Portuguesa de Futebol e a ambição de representar Portugal da melhor forma possível numa das mais importantes competições universitárias da modalidade.
Pedro Palas: “Temos de honrar o futsal português”
O selecionador nacional universitário masculino revelou que a construção da convocatória teve como principal preocupação encontrar um grupo equilibrado e preparado para uma competição particularmente exigente.
“Procurámos que fosse equilibrado, quer em termos de posições, quer em termos de características. Vamos ter seis jogos em sete dias e vamos precisar que toda a gente esteja disponível.”
Pedro Palas destacou ainda o trabalho realizado durante os estágios de preparação e as condições encontradas na Cidade do Futebol.
“Já estivemos em vários Campeonatos do Mundo Universitários e preparações e, em momento algum, tivemos as condições que temos aqui. Temos condições de excelência e só temos de trabalhar e honrar a camisola.”
Quanto aos adversários, Portugal terá pela frente Brasil, Israel e Finlândia, num grupo onde os brasileiros surgem naturalmente como uma das seleções favoritas à conquista do título.
“O Brasil é sempre uma seleção extremamente forte, nitidamente uma das favoritas. Acima de tudo vamos tentar representar ao máximo e honrar o futsal português com qualquer adversário.”
Sem estabelecer metas classificativas concretas, o técnico reforçou o desejo de dignificar a modalidade.
“Portugal também tem história nos Mundiais Universitários. Acima de tudo queremos honrar o futsal português, dignificar, dar uma boa imagem, jogar bem e trazer o melhor resultado possível.”
Ricardo Azevedo aponta ao crescimento das atletas
Na seleção feminina, Ricardo Azevedo sublinhou a importância da experiência internacional para o desenvolvimento das jogadoras, valorizando a parceria entre a FADU e a Federação Portuguesa de Futebol.
“Esta parceria é fundamental porque ajuda muito na evolução do futsal feminino. Damos às atletas condições semelhantes às das seleções nacionais da Federação Portuguesa de Futebol.”
O técnico considera que o grupo reúne qualidade, mas acredita que a competição será também uma oportunidade de crescimento.
“São jogadoras com talento, com muita vontade, mas que ainda têm algumas arestas para limar. Nada melhor do que competições como estas para ganharem experiência e maturidade.”
Portugal integra um grupo com Polónia, Taiwan, Costa Rica e Estados Unidos, sendo que a estreia será precisamente frente às anfitriãs.
“O foco agora é na Polónia, que é o primeiro adversário, e é esse que temos de tentar vencer.”
O pódio está no horizonte
Apesar de salientar que o principal objetivo passa pelo desenvolvimento das atletas e pela preparação para futuras chamadas às seleções nacionais principais, Ricardo Azevedo admitiu que Portugal tem qualidade para lutar pelos lugares cimeiros.
“O principal objetivo é prepará-las para um dia chegar às seleções A e ajudá-las a crescer mentalmente, fisicamente, tecnicamente e taticamente.”
Ainda assim, deixou uma porta aberta à ambição.
“Se pudermos chegar lá acima, vamos fazer por isso. Temos equipa, temos grupo. Se tivermos a cabeça no lugar e nos dedicarmos, acreditamos que podemos chegar ao pódio.”
As duas seleções continuam em estágio até 27 de junho e partem para a Polónia no dia 28 de junho. A estreia de ambas está marcada para 1 de julho, com todos os encontros a terem transmissão através da FISU TV.