Sporting vence Jimbee e volta a conquistar a Masters Futsal
O Sporting CP fechou em grande a edição de 2026 do Record Internacional Masters Futsal, ao derrotar o Jimbee Cartagena por esclarecedores 6-2 e conquistar o troféu, o quarto na história da prova (2018, 2022, 2025 e 2026). Perante mais uma casa cheia em Portimão, os leões protagonizaram um arranque simplesmente arrasador — dois golos nos primeiros 25 segundos —, que deu o mote para um triunfo indiscutível, já com um confortável 4-1 ao intervalo.
O jogo começou, literalmente, com golo na bola de saída. Numa jogada impecavelmente trabalhada, Bruno Pinto tocou para trás e acelerou pela direita, arrastando o defesa, e Tomás Paçó, numa condução de velocidade incrível, rematou dos 12 metros para o segundo poste, onde Diogo Santos encostou — haviam decorrido apenas 4,23 segundos. E o pesadelo do Jimbee agravou-se de imediato: no recomeço, Diogo Santos roubou a bola a Pablo Ramírez no meio-campo e, isolado, desviou com classe na cara de David Araújo para o 2-0, aos 24,32 segundos. Em pouco mais de 25 segundos — situação raríssima no futsal —, o Sporting fez um autêntico amasso.
Sentindo o resultado, o Jimbee reagiu com nervosismo e o jogo aqueceu, com duelos físicos no limite e provocações que, ao minuto 8, obrigaram o árbitro Alexandre Costa a chamar os capitães Merlim e Tomaz para acalmar os ânimos. A intensidade, porém, não abrandou. Ao minuto 14, o argentino Plaza cometeu a sexta falta — uma cotovelada em Wesley — e viu amarelo; na cobrança do livre direto sem barreira, o primeiro do torneio, Bruno Pinto atirou ao poste.
Instantes depois, chegou o terceiro, numa jogada de qualidade superior: Bernardo Paçó, em funções de guarda-redes subido, descobriu Wesley na paralela, o jogo seguiu por Tiaguinho e o jovem assistiu Felipe Rufino na esquerda, com o reforço brasileiro a pisar e a colocar a bola no fundo das redes — 3-0. O Jimbee ainda reduziu ao minuto 17, aproveitando um mau passe de Bernardo Paçó na saída: Carlos Alonso roubou e serviu Juninho, que não perdoou (3-1). Mas o Sporting respondeu a abrir o último minuto da primeira parte: num contra-ataque em superioridade, Rúben Teixeira conduziu desde o meio-campo, aproximou-se do guardião e picou para o segundo poste, onde Ruela, ainda sub-19, encostou para o 4-1.
A segunda parte foi mais tranquila e melhor gerida por ambas as equipas. Ao minuto 25, o Sporting ampliou de bola parada: num canto de Merlim na esquerda, um bloqueio de Wesley abriu a "autoestrada" e Rocha desviou ao segundo poste para o 5-1. O ritmo baixou até que, ao minuto 34, Duda apostou em Gabriel Motta como guarda-redes avançado, no 5x4. A estratégia acabou por sair cara: Chishkala, lançado precisamente para defender essa situação, pressionou Cortés, cujo mau passe caiu nos pés de Wesley, que agradeceu e rematou para a baliza deserta — 6-1. Já em cima da buzina, Agustin Plaza fez o 6-2, de livre direto colocado ao segundo poste, fechando o marcador.
Foi um triunfo imaculado do Sporting CP, alicerçado numa exibição de alto nível e num arranque avassalador que resolveu praticamente o jogo antes de o adversário tocar na bola. Os leões jogaram e competiram de forma superior, geriram com critério a vantagem e confirmaram, com naturalidade, a conquista do Masters. Já o Jimbee Cartagena, apesar de ter esboçado reação e de ter subido a intensidade — por vezes a mais —, nunca teve argumentos para discutir o resultado, pagando caro o desastroso início e alguns erros na saída de bola. Uma pré-época perfeita para o atual campeão europeu.
Figura do Jogo: Diogo Santos (Sporting CP)
Não houve discussão possível — e a organização confirmou-o. O ala internacional bisou nos primeiros 25 segundos de jogo, decidindo o encontro quase antes de ele começar, e foi eleito Melhor Jogador do Torneio pelo segundo ano consecutivo, além de melhor marcador da prova, com três golos. Letal na pressão alta e implacável na finalização, Diogo Santos foi o símbolo da superioridade leonina em Portimão. Menção para Wesley, sempre influente e autor do 6-1, e para Rúben Teixeira, decisivo no 4-1.
Foto - @jg.visualsz