Liga Placard 26/27: o que disseram os treinadores — dos que sonham alto aos que querem sobreviver
Faltam dias para a bola rolar e, como manda a casa, fomos ouvir quem decide no banco. Dos doze emblemas da Liga Placard, dez treinadores abriram o jogo — só o Sporting (Nuno Dias) e o Famalicão (Cláudio Martins) não responderam ao nosso convite. O que se segue é o pulso da época, banco a banco.
Os que apontam mais altoSem prometer títulos, há quem se recuse a baixar a fasquia. Joel Rocha, do SC Braga, resume a ambição minhota numa frase: «Queremos desafiar a lógica do futsal português.» No Benfica, Cassiano Klein foca-se no que separa os grandes dos outros: «O maior desafio é sempre a consistência.»
Os que querem os playoffsÉ o objetivo declarado de meia liga. Bruno Guimarães quer o Rio Ave a «consolidar o clube na Liga, com os playoffs como objetivo primordial». Miguel Velez, dos Leões de Porto Salvo, é ainda mais direto: «Atingir os playoffs será sempre uma obrigação para nós.» No Fundão, Nuno Couto quer o carimbo cedo — «garantir os playoffs o quanto antes» — enquanto no Eléctrico, Jorge Monteiro faz as contas por etapas: «Primeiro a manutenção, depois competir pelas fases de decisão.» E o Portimonense de Paulinho Rocha deixa a porta aberta: «A manutenção, mas com o pensamento em algo mais.»
Estabilidade primeiroPara os recém-chegados e para quem quer solidificar projeto, a palavra é uma: manutenção. Nana quer «criar uma equipa competitiva e garantir a estabilidade do Torreense na Liga Placard». No Ferreira do Zêzere, Cristiano Coelho tem uma leitura que só um treinador faz: «Os verdadeiros reforços foram aqueles que ficaram.» E o UPVN de Alcides Lopes não foge à realidade: «O principal objetivo é a manutenção.»
As entrevistas, uma a umaA época começa já no fim de semana. O mapa de ambições está traçado — falta o futsal confirmar (ou desmentir) o que os bancos prometeram.









