Eléctrico acelera antes do intervalo, controla depois e soma nova vitória na Liga Placard
Os primeiros minutos foram de estudo. As duas equipas apresentaram-se organizadas defensivamente, com pouco espaço entre linhas e sem ocasiões verdadeiramente claras. O Eléctrico tinha ligeira superioridade no número de remates, mas o jogo permanecia muito fechado.
A primeira rutura surgiu aos 12 minutos.
Ferrugem encontrou espaço para um passe longo e descobriu Lucas Mestre, que recebeu de costas para a baliza e respondeu com um excelente cabeceamento, tirando o guarda-redes da jogada e fazendo o 1-0.
O golo abriu o encontro — e o Eléctrico aproveitou imediatamente.
Um minuto depois, aos 13', Henrique Vicente atacou o espaço após um passe em desmarcação e finalizou rasteiro e forte para o 2-0, dando expressão à melhor fase da equipa da casa.
O Rio Ave começou então a sentir maiores dificuldades para controlar as acelerações adversárias e, aos 16 minutos, sofreu novamente.
Thales Alves recebeu com espaço e não hesitou: remate fortíssimo para o canto superior esquerdo, sem hipótese para o guarda-redes, depois de assistência de Henrique Vicente. Estava feito o 3-0.
Em poucos minutos, o Eléctrico tinha transformado um jogo equilibrado numa vantagem clara.
O Rio Ave chegou ainda às cinco faltas antes do intervalo, mas conseguiu reduzir praticamente sobre a buzina. Aos 20 minutos, num lance infeliz para o guarda-redes do Eléctrico, a bola escapou-lhe das mãos e ficou à disposição de Martín Dorda, que apenas teve de finalizar para o 3-1.
O golo devolveu alguma esperança aos vila-condenses para a segunda parte.
Mas o cenário após o intervalo foi diferente. O Eléctrico deixou de precisar de acelerar constantemente e passou a gerir melhor a vantagem, enquanto o Rio Ave procurava assumir maior risco ofensivo.
Aos 29 minutos, Miguel Ângelo teve uma das melhores oportunidades para aproximar o Rio Ave, mas, isolado perante o guarda-redes, rematou por cima.
Com o passar dos minutos, o jogo tornou-se mais físico, com várias faltas próximas das duas áreas. O Rio Ave sabia que precisava de marcar rapidamente para permanecer dentro da discussão, enquanto o Eléctrico foi protegendo o 3-1 sem abdicar da ameaça em transição.
Nos minutos finais, a formação visitante avançou para o 5x4.
E foi precisamente o risco do guarda-redes avançado que acabou por abrir o espaço para o golpe definitivo.
Aos 37 minutos, o Eléctrico executou uma transição praticamente perfeita. Arthur Saraiva recebeu a bola e abriu imediatamente na largura para Thales Alves, que concluiu para o 4-1 e assinou o seu segundo golo da partida.
O Rio Ave ainda voltou ao 5x4 nos derradeiros minutos, mas já não conseguiu alterar o resultado.
A vitória confirma um arranque muito positivo do Eléctrico, que já tinha vencido o Torreense por 3-1 na primeira jornada e volta agora a somar três pontos.
Mais do que o resultado, o encontro mostrou uma equipa capaz de identificar o momento para acelerar e, depois de construir vantagem, adaptar-se ao novo contexto do jogo. O Eléctrico decidiu praticamente a partida num intervalo de quatro minutos na primeira parte e soube depois controlar a tentativa de reação adversária.
O Rio Ave, por sua vez, voltou a mostrar capacidade para competir, mas pagou caro o período entre os 12 e os 16 minutos e não conseguiu aproveitar as oportunidades que poderiam ter recolocado o resultado em aberto.
Figura da Partida — Thales Alves (Eléctrico)
O ala foi determinante nos dois momentos em que o Eléctrico precisou de transformar controlo em golos.
Primeiro, aos 16 minutos, disparou forte para o canto superior e fez o 3-0. Depois, já com o Rio Ave em 5x4 e à procura de recuperar o resultado, apareceu novamente para concluir a transição do 4-1.
Com o bis, Thales chegou aos três golos na competição em apenas duas jornadas e afirmou-se como uma das principais referências ofensivas deste início de campeonato.