André Coelho: de 'escovinha' à Seleção
A 25 de outubro de 2006 André Coelho estava a cinco dias de completar 13 anos e sonhava tornar-se um futsalista de referência. Nessa tarde, esteve no Municipal de Nelas para assistir a um jogo de preparação da Seleção Nacional, diante da Holanda, e acabou por ser chamado a auxiliar na partida, como um dos “escovinhas” (elementos que limpam o piso, sempre que chamados pela equipa de arbitragem). Hoje está às portas da participação no Campeonato do Mundo da Colômbia. Um trajeto que enche o jovem atleta de orgulho.
“Lembro-me perfeitamente. Fiquei encarregue de limpar o piso e vi o Ricardinho e o Bebé. Era um miúdo e ver esse jogo fez-me sonhar em um dia jogar com eles. Ainda ontem comentava com o Ricardinho esse episódio”, recorda.
No seu primeiro estágio na Seleção A, André Coelho mostra-se perfeitamente integrado. “Estou a adaptar-me muito bem. Todos receberam-me de forma excelente”, referiu, revelando ter superado com distinção a praxe reservada a quem chega de novo à Equipa das Quinas: contar anedotas perante todo o grupo. “A praxe foi boa, fui ver anedotas à internet”, confessou entre risos.
“É um prazer e um sonho estar aqui. Os treinos têm sido como os esperava: de alta intensidade. Temos uma excelente equipa, já conhecia a maior parte dos jogadores, mas estou a jogar pela primeira vez com outros companheiros”, prosseguiu.
Em relação às ambições pessoais, o jogador do SC Braga não esconde que quer estar na Colômbia. “Quando vi que estava entre os 18, sabia logo que havia a possibilidade de ir ao Mundial. Estou a tentar mostrar em cada treino que posso lá estar e é esse o meu principal objetivo. Se saísse agora seria inglório. Quero é estar no Mundial e vou fazer tudo para isso”, enfatizou.
“Desde que cheguei a sénior que tenho trabalhado para estar na Seleção A. Já passei pelos sub-20 e pelos sub-21. Tenho elevado o patamar, até que cheguei ao patamar mais alto do nosso futsal”, concretizou.
A próxima sexta-feira (19 de agosto) promete tornar-se um dia inesquecível para André Coelho. É que pode cumprir, em Torres Novas, diante de moçambique, o seu primeiro jogo pela principal Seleção Nacional. “Tornar-me internacional A vai ser um sonho tornado realidade: entrar em campo com Moçambique, ouvir o hino e ver o pavilhão cheio”, concluiu.
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