Ricardinho inspira… Ricardinho
No estágio da Seleção Nacional de futsal, em Rio Maior, Ricardinho partilha o quarto com… Ricardinho. Um, Ricardo Braga, foi coroado por três vezes como o melhor do Mundo. O outro, Ricardo Pinto, está a dar os primeiros passos como internacional português, não tendo ainda no currículo qualquer jogo disputado pela Seleção A.
Ricardo Pinto falou ao site da FPF onde disse que, vive, pois, por estes dias, um dos momentos mais felizes da sua carreira e promete aproveitar cada momento do estágio para evoluir como jogador.
“Já conhecia o Ricardinho, mas não tínhamos uma grande relação. Tem sido ótimo partilhar o quarto com ele. É um capitão e um jogador fantástico. É uma inspiração, não só poder trabalhar com o Ricardinho, mas também com todo o grupo. São todos ótimos jogadores. Sempre sonhei jogar e treinar com eles, pelo que tem sido fantástico”, começou por dizer ao fpf.pt.
Estando a cumprir o pré-estágio de preparação para o Mundial, Ricardo Pinto não esconde que o sonho de participar no Campeonato do Mundo da Colômbia está bem vivo. “Se estou entre o lote de 18 convocados, é porque tenho qualidade para aqui estar. Como o ‘mister’ já referiu, os 18 que aqui estão são bons. Temos que trabalhar para estar entre os 14 [que vão estar no Mundial]. Espero vir a estar entre esse grupo. Aquilo que tinha a mostrar, penso que já mostrei e por isso é que eu estou aqui. Nos treinos tenho trabalhado muito. Gosto de intensidade e rapidez nos treinos. Sou muito aguerrido e essas são as minhas mais-valias”, explicou.
“Estar no Mundial era um sonho tornado realidade. Não estava nada à espera de ter sido convocado e fui. Agora, ser chamado ao Mundial seria a cereja no topo do bolo. Qualquer jogador ambiciona representar o seu País e eu não fujo à regra. Estar nas grandes competições é o sonho de qualquer jogador”, prosseguiu.
Quanto à primeira experiência entre a Seleção de elite de Portugal, Ricardo Pinto não esconde o entusiasmo. “Tem sido ótimo. Os treinos têm sido muito intensos. Tenho-me sentido um pouco cansado, mas isso é normal, devido aos treinos bi-diários, mas estou a gostar muito. Já tinha tido uma experiência nos sub-21, mas nada que se compare à Seleção A. Isto é um pouco mais duro”, completou.
Para o atleta do Modicus – que fez a formação no Freixieiro, tendo passado ainda pelo Rio Ave, onde se sagrou campeão da 2.ª divisão – o futsal é uma verdadeira paixão: “é um jogo muito técnico, móvel e rápido”, sintetiza.
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