Djô, mostra-se muito motivado para estar no maior palco da modalidade.
Segundo o site da FPF, a manhã ficou marcada pela visita ao Centro de Alto Rendimento do Jamor, com os atletas nacionais a realizarem, entre muitos outros, exercícios na câmara hipobárica, que permitiram aferir da resposta dos atletas ao esforço despendido em condições de altitude, temperatura e humidade semelhantes às que vão encontrar nas cidades colombianas de Cali (1000 metros) e Medellin (1500 metros).
À tarde, a Equipa das Quinas realizou o primeiro treino de pavilhão desta nova fase de preparação, em Porto Salvo.
Para Djô, o trabalho tem decorrido de forma satisfatória e de acordo com aquilo que esperava. “Sinto-me bem. Um pouco cansado, o que é normal, uma vez que os treinos têm sido muito exigentes, tal como aconteceu hoje de manhã, que fizemos um treino de adaptação um pouco diferente. Está a correr tudo e parece-me que estamos no caminho certo”, afirmou.
Depois de o grupo ter sido reduzido a 16 elementos, com as dispensas de Cristiano e Teka, Djô não esconde que a incerteza quanto aos dois atletas que ainda sairão do atual plantel aumenta a concorrência saudável entre os nossos internacionais. “Há sempre pressão, mas temos de trabalhar todos ao mesmo nível para podermos ser escolha do Selecionador. Cabe-lhe decidir quem são os 14 que vão ao Mundial”, sublinhou.
O atleta do Sporting poderá participar, pela segunda vez, num Campeonato do Mundo, uma competição da qual não guarda as melhores recordações. “O primeiro Mundial [2012], para mim, não contou muito. Lesionei-me, acabei por não treinar em Portugal, apenas o fiz na Tailândia, e não joguei muito tempo. Estou na altura certa para ir ao Mundial”, asseverou.
“[O Campeonato do Mundo] É o maior palco, onde todos os jogadores querem estar. Não há melhor. A motivação está no limite”, prosseguiu.
Portugal encontra, na próxima quarta-feira (18h00, pavilhão Fidelidade, do SL Benfica), Marrocos, no terceiro encontro de preparação. Para Djô, esta partida encerram objetivos muito importantes. “São jogos onde a exigência também é grande. Para nos prepararmos temos de levar estes jogos a sério. O grau de dificuldade vai aumentando em função das equipas que vamos encontrando. Temos de jogar sempre como se estivéssemos já no Mundial”, defendeu.
“Com o tempo e com os jogos tenho tido mais experiência. É bom para mim, como para qualquer jogador, estar na Seleção e ir a um Mundial ou a um Europeu, que são competições muito diferentes em relação àquelas que estamos habituados a disputar. A exigência aqui é muito grande, até pela qualidade dos nossos adversários. Só nos faz evoluir cada vez mais”.
Com 54 internacionalizações, Djô é já o nono mais experientes da Equipa das Quinas. Algo que o deixa orgulhoso. “Quando cheguei à Seleção, havia jogadores já com 80, 90 e até cem internacionalizações. Agora, sou eu que já tenho mais de 50 jogos. Temos uma Seleção muito jovem, com muitos jogadores com menos internacionalizações do que eu. Por isso, tento passar-lhes a experiência para os mais novos que estão agora a aparecer. Quanto mais tempo estou aqui, mais experiência adquiro”, concluiu.
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