Ricardinho: 'Temos de dar tudo em campo'
A dois dias da estreia na fase final do Campeonato do Mundo de futsal, o ambiente no seio da Equipa das Quinas é de enorme serenidade e confiança.
Porta-voz da ambição lusa para o primeiro jogo da nossa Seleção no Mundial, diante da Colômbia, no próximo sábado (madrugada de domingo em Portugal Continental), o capitão luso, Ricardinho, garante ao site da FPF que a equipa está preparada para o difícil teste que tem pela frente.
"Queremos aproveitar esta grande promoção do futsal, porque todos os olhos vão estar em cima de nós. Sinto cada vez mais que a equipa está preparada. E espero que, no dia em que vai ser dado o pontapé inicial do Mundial, estejamos preparados e consigamos a vitória", referiu Ricardinho ao fpf.pt.
O “mágico” espera uma Seleção forte e empenhada no arranque da mais importante competição da modalidade. “Acima de tudo temos de ser sérios, acreditar no que temos feito. Agora já não há volta a dar. Não podemos mudar nada. Estamos a dois dias de começar. A equipa está preparada e cada vez mais a assimilar o que é pretendido pelo staff técnico. Agora é meter tudo o que temos dentro de campo, suar, correr, acreditar no que temos feito e que no final o resultado seja positivo”, sentenciou.
“Esta tem sido uma pré-temporada diferente do normal. Cada vez os índices físicos estão melhores. As respostas, dentro daquilo que tem sido pedido nos treinos, têm sido boas. As pernas já têm aguentado. Depois dos 18, estamos agora só os 14 e conseguirmos aquilo que tanto queremos que é jogar o Mundial aqui na Colômbia. Vamos jogar com a equipa da casa, o que vai ser fantástico”, prosseguiu.
A conquista das três nomeações para melhor jogador do Mundo faz de Ricardinho a estrela maior do Mundial da Colômbia. E isso nota-se na forma como adeptos e adversários olham para o internacional luso. “Essa pressão é boa. Todos trabalhamos para sermos os melhores em algo. Eu tê-lo conseguido foi fantástico e espero consegui-lo por mais anos. O mais difícil é mantermo-nos no patamar mais alto”, explicou.
Quanto a vantagens ou desvantagens dessa maior atenção sobre si, Ricardinho diz que a resposta pode ser interpretada de diferentes formas. “É um pau de dois bicos. Pode ser muito bom, porque as equipas nos respeitam, como pode ser menos bom pelo facto de as outras seleções tentarem ganhar a quem tem o melhor. Espero que consigamos lidar com essa pressão. O que eu procuro é, cada vez que vejo jogos e observo as características dos nossos adversários, perceber onde posso ajudar a Seleção, em que momento posso utilizar aquilo que tenho de melhor, as minhas armas”, argumentou, esperando que a nossa Seleção esteja “afinada” nos detalhes que muitas vezes decidem jogos.
Questionado sobre a importância do “fator casa” diante da Colômbia, Ricardinho não escondeu que o público dá, muitas vezes, um suplemento de energia à equipa que apoia. “Quando jogámos o Europeu em Gondomar, com o pavilhão cheio, quando já não tínhamos forças, os portugueses levantavam-nos e eu acho que isso vai acontecer aqui com a Colômbia. Fizeram um fantástico quarto lugar na Tailândia [2012] e agora vão querer melhorar essa classificação. Os jogadores colombianos têm capacidades individuais extraordinárias, embora não sejam tão organizados em termos de equipa, mas têm jogadores que podem fazer a diferença. Que seja uma grande promoção do futsal”, resumiu.
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