Seleção com 'alma' para vencer Panamá
O jogo de estreia de Portugal na fase final do Campeonato do Mundo de futsal, com a Colômbia (empate a uma bola), viu seis dos nossos internacionais realizarem o seu primeiro encontro na mais importante competição internacional da modalidade.
Além de André Coelho, Bruno Coelho, Fábio Cecílio, Ré e Tiago Brito, Miguel Ângelo foi um dos “debutantes” do conjunto orientado por Jorge Braz e reconheceu em declarações ao fpf.pt que o arranque da partida acrescentou um elemento adicional: o nervosismo.
“Senti-me bem. Um pouco nervoso ao início. Já tinha jogado em pavilhões igualmente cheios, mas o ambiente estava muito bom”, começou por dizer.
O ala do Benfica classificou a sua exibição como “positiva, tal como foi em termos coletivos”. “A primeira parte não foi tão bem conseguida da nossa parte. Fizemos muitos remates à baliza e só o último é que entrou no derradeiro segundo”, lembrou.
Apesar de reconhecer que o resultado diante da Colômbia não foi o desejado, Miguel Ângelo observou que a forma dramática como o golo do empate foi obtido, no último “suspiro” do encontro, aumentou a confiança da Seleção. “Este golo veio dar-nos mais ainda alma e aumentar o espírito de grupo, que é excelente. Acreditámos até ao fim. Futsal é isto, a vitória pode surgir a seis segundos ou, mesmo, a milésimas de segundo”, enfatizou.
Mas se o jogo com a Colômbia já é passado, o futuro da Equipa das Quinas no Mundial joga-se já esta terça-feira, diante do Panamá. Miguel Ângelo antevê mais um jogo complicado. “O Panamá, tal como a Colômbia, apresenta um jogo muito físico. Os seus jogadores não têm medo de arriscar, saem em contra-ataque, mesmo se estiverem em inferioridade numérica. Nós só temos de estar tranquilos e fazer o nosso jogo”, afirmou.
“Não tenho problemas em assumir que somos favoritos a vencer o Panamá. Acho que temos muito mais qualidade e temos muito mais soluções. Espero uma grande vitória, com uma boa exibição da nossa parte”, concluiu.
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