Paulo Ferreira um português na seleção Romena
Como será para um português defrontar a seleção do seu país de origem?
Para mim, como português nascido e criado no Porto, o jogo contra Portugal irá ser especial, sendo que Portugal é a minha terra natal e claramente sinto o país como qualquer outro cidadão português. Especial também pelo facto da Roménia ser a minha segunda casa, ser um pais que sempre me acolheu muito bem e vi sempre o meu valor reconhecido. São 6 anos a jogar futsal na Roménia. Irei sempre defender estas cores com orgulho.
O que conhece dos vossos adversários nesta fase de apuramento e que hipóteses tem a Roménia nesta fase?
Temos feito um bom trabalho de reconhecimento dos nossos adversários. A Finlândia, nosso primeiro adversário é disciplinado taticamente, fisicamente estão muito bem preparados e são maioritariamente jogadores da liga local. A Letónia tem um ótimo selecionador com o qual trabalham em conjunto há cerca de três anos e acredito que irão fazer frente a qualquer uma das seleções aqui presentes nesta fase. Sobre Portugal não há muito a dizer, é o grande candidato ao lugar que dá acesso direto ao Europeu e todos temos noção disso.
Nós jogamos em casa, estamos a trabalhar juntos há mais de um ano com o objetivo de estar presente no Europeu da Eslovénia. Temos uma seleção bastante experimentada e acredito que iremos conseguir obter os objetivos propostos que passam por estar presente na Eslovénia em 2018.
Como é o futsal na Roménia?
O Futsal na Roménia tem uma disparidade muito grande na primeira liga. São normalmente quatro, cinco equipas que trabalham em condições semi-profissionais ou profissionais que tem como objetivo estar no topo da classificação. As restantes equipas são muito debilitadas taticamente e fisicamente o que provoca uma enorme disparidade na primeira liga. Existe uma segunda liga dividida por series, e uma liga de juniores. A preocupação da federação com as camadas jovens tem vindo a aumentar.
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