"Sou do tempo que a derrota doía demais. Que perder era fracassar."



Tiago, guarda-redes internacional brasileiro e dono da baliza do Magnus Sorocaba, escreveu na sua página pessoal uma publicação de Fernando Meligeni sobre as novas gerações e o modo como se lida com as derrotas na era da informação.

Para ler e refletir...

"Sou do tempo que a derrota doía demais. Que perder era fracassar. Ser derrotado tirava o sono.
No meu tempo, quando via um atleta perdendo também via uma pessoa buscando saídas, tentando alternativas e se dedicando ainda mais em cada ponto ou dificuldade.
Ao conversar com empresários, técnicos, professores todos falam que a geração atual aceita fácil o revés, se contenta com pouco ou simplesmente não se mata pelo objetivo. Na primeira grande dificuldade abaixam os ombros e percebem que hoje não vai ser o dia.
Muitas teses são colocadas à mesa.
A facilidade com que esta geração obtém informação. A educação ou o pouco tempo para educar dos pais. A geração do Reset.
O que mais chama a atenção é que escutamos de todos os segmentos e vejo que as pessoas aceitam com naturalidade essa mudança de comportamento dos jovens.
A maneira com que algumas pessoas aceitam a derrota, ou o fracasso me deixa maluco.
Como assim “tudo bem”? Onde está o seu brio, a garra, o amor próprio?
Alguém que quer vencer na vida não pode aceitar perder com naturalidade em nada. Isso não quer dizer ser mal educado ou não reconhecer a superioridade do adversário.
Mas a linha entre aceitar a derrota e encontrar alternativas é muito grande.
Ao decidir ser um atleta de performance ou um executivo bem sucedido, deixamos muitas coisas de lado para alcançar este objetivo.
Para chegar lá são treinos duríssimos, estudos intermináveis, abdicação de muitas coisas, dormir pouco, comer correndo e ao não conseguir o objetivo apenas dizemos: “não deu”, valeu a experiência”? Nãoooooooooooooooo!!!
Pode parecer maluco o que vou dizer, mas acredito que os mais experientes precisam ter tolerância zero com essa geração “tudo bem”.
Sim, o mundo está mudando, mas nós, que conseguimos e representamos algum sucesso numa determinada atividade, não podemos deixar que a geração atual perca o brilho nos olhos, perca a fome por vitória, que não lute e simplesmente espere a próxima chance.
No meu caso, já comecei minha linha tolerância zero.
Sempre apontando saídas, expondo direcionamentos, tocando na ferida e falando o que penso.
Para alcançar coisas grandes precisamos pensar grande!" - Fernando Meligeni.


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