PAVILHÃO IMPRÓPRIO PARA CONSUMO Após análise das condições em que se ia efectuar o jogo, a equipa do CM, apresentou-se a defender num HxH c/vigilâncias, recuado, relativamente ao habitualmente aplicado. Que condições? Pavilhão impróprio para consumo, face ao calor que se fazia sentir, o tempo de descanso após a viagem para Nisa (muito pouco), a condição física de alguns jogadores e o facto de se ir defrontar uma equipa terrivelmente eficaz no 3:1. Na preparação do ataque planeado, saiu o sistema de jogo do CM bastante mais penalizado, pois o seu sistema habitual, 4:0, requer mais movimento por parte dos jogadores. Entrou mal o CM no jogo, enquanto o Sporting entrava a todo o gás, criando dificuldades ao nosso último reduto. No entanto, o Sporting, viria a marcar golo, num lance bastante consentido por parte dos jogadores do CM. Em desvantagem, a equipa do CM equilibrou as operações, fez recuar o Sporting e, conseguiu o tento do empate, ainda antes do intervalo, que viria a fechar com 1-1. Na Segunda parte, a condição física prevaleceu, a equipa do CM ia aguentando a pressão do Sporting, que com grande ansiedade tentava chegar ao golo. A Segunda parte e boa parte do prolongamento, teve o mesmo cariz, o Sporting a fazer as despesas do jogo e o CM a defender bem, com grande espírito de sacrifício e entreajuda. E o desgaste na equipa do Sporting, havia de dar resultados, na Segunda parte do prolongamento fiz entrar dois jogadores criativos e rápidos, com algum tempo de descanso e, aconteceu o inevitável, o lance que deu origem ao golo. Injusto? Tratou-se simplesmente de fazer uma leitura das condições existentes para a prática do jogo e ter a sorte do jogo do nosso lado. Quem não tiver a memória curta, há-de estar recordado, que o que se passou, bastas vezes foi o inverso e estava tudo bem, não havia problemas de arbitragem e somente uma equipa que defendia muito bem e era muito boa a finalizar o contra-ataque. Nessas alturas, ninguém olhava para quem tinha as despesas do jogo e tinha como objectivo a procura da vitória. Deixámos de ser líricos e simplesmente realistas. Não me custa reconhecer que se a vitória tivesse pendido para o Sporting, ela seria justa e nada havia a opor, no entanto, por paradoxal que possa parecer, a vitória também assenta ao CM, pois o espírito de sacrifício e a humildade dos seus jogadores, teriam de ser recompensados.
O jogo do S.C.P. com o CM para as meias finais da Taça de Portugal, foi mais um jogo onde a equipa que mais e melhor futsal praticou, não obteve a vitória, verificando-se no final uma tremenda injustiça. O Sporting foi a equipa que mais trabalhou para ganhar, subjugando totalmente, em determinados períodos do jogo, a equipa adversária (esta situação foi flagrante durante a 2ª parte e no prolongamento). A táctica de jogo adoptada pelo CM, evidenciou a sua incapacidade em produzir jogo ofensivo de forma a superiorizar-se à equipa do Sporting. Desta forma, o CM limitou-se a defender do início ao fim do jogo, prolongamento incluído, e aqui há que dar o mérito aos seus jogadores e ao seu guarda redes pela determinação com que o fizeram. No entanto, penso que, uma vez que tiveram bastante tempo para preparar esta Final Four (há muito que estavam for a da corrida pelo título), teriam obrigação de ter feito muito melhor do que simplesmente defender bem. O que eu quero dizer é que a exibição do colectivo do CM fica muito aquém das potencialidades que as suas individualidades perspectivam. Quanto ao Sporting, julgo que a maior pecha da equipa se situou ao nível da finalização, é de referir que a elevada temperatura verificada no pavilhão e o cansaço acumulado ao longo de uma temporada desgastante, não nos permitiram estar ao nosso melhor nível. No entanto, e apesar de todas essas dificuldades, o espírito de luta e a capacidade de sacrifício, bem como as capacidades individuais dos elementos da equipa, permitiram-nos dominar completamente o adversário ainda que sem obter o resultado pretendido.
Após análise das condições em que se ia efectuar o jogo, a equipa do CM, apresentou-se a defender num HxH c/vigilâncias, recuado, relativamente ao habitualmente aplicado.
Que condições? Pavilhão impróprio para consumo, face ao calor que se fazia sentir, o tempo de descanso após a viagem para Nisa (muito pouco), a condição física de alguns jogadores e o facto de se ir defrontar uma equipa terrivelmente eficaz no 3:1.
Na preparação do ataque planeado, saiu o sistema de jogo do CM bastante mais penalizado, pois o seu sistema habitual, 4:0, requer mais movimento por parte dos jogadores.
Entrou mal o CM no jogo, enquanto o Sporting entrava a todo o gás, criando dificuldades ao nosso último reduto. No entanto, o Sporting, viria a marcar golo, num lance bastante consentido por parte dos jogadores do CM.
Em desvantagem, a equipa do CM equilibrou as operações, fez recuar o Sporting e, conseguiu o tento do empate, ainda antes do intervalo, que viria a fechar com 1-1.
Na Segunda parte, a condição física prevaleceu, a equipa do CM ia aguentando a pressão do Sporting, que com grande ansiedade tentava chegar ao golo.
A Segunda parte e boa parte do prolongamento, teve o mesmo cariz, o Sporting a fazer as despesas do jogo e o CM a defender bem, com grande espírito de sacrifício e entreajuda.
E o desgaste na equipa do Sporting, havia de dar resultados, na Segunda parte do prolongamento fiz entrar dois jogadores criativos e rápidos, com algum tempo de descanso e, aconteceu o inevitável, o lance que deu origem ao golo.
Injusto? Tratou-se simplesmente de fazer uma leitura das condições existentes para a prática do jogo e ter a sorte do jogo do nosso lado.
Quem não tiver a memória curta, há-de estar recordado, que o que se passou, bastas vezes foi o inverso e estava tudo bem, não havia problemas de arbitragem e somente uma equipa que defendia muito bem e era muito boa a finalizar o contra-ataque. Nessas alturas, ninguém olhava para quem tinha as despesas do jogo e tinha como objectivo a procura da vitória.
Deixámos de ser líricos e simplesmente realistas.
Não me custa reconhecer que se a vitória tivesse pendido para o Sporting, ela seria justa e nada havia a opor, no entanto, por paradoxal que possa parecer, a vitória também assenta ao CM, pois o espírito de sacrifício e a humildade dos seus jogadores, teriam de ser recompensados.